Conheça os livros favoritos do Presidente Lula

De romances a estudos sobre história, sociedade e economia, vamos conhecer os livros favoritos do Presidente Lula. Aliás, a leitura foi muito importante durante os 580 dias em que esteve preso em Curitiba, entre abril de 2018 e novembro de 2019. Em janeiro de 2020, Lula compartilhou publicamente alguns de seus hábitos literários e revelou os livros que mais apreciou durante aquele período. Por isso, vamos conhecer os livros favoritos do Presidente Lula:
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Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Publicado originalmente em 2006, Um Defeito de Cor, da escritora brasileira Ana Maria Gonçalves, foi o primeiro livro que Lula mencionou ao comentar suas leituras na prisão. Com aproximadamente mil páginas, o romance acompanha a trajetória de Kehinde, uma mulher africana escravizada que, já idosa, relembra sua vida e a busca pelo filho perdido.
O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez
Entre os livros que Lula apontou como seus preferidos durante o período de prisão está O Amor nos Tempos do Cólera, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Publicado em 1985, o romance acompanha a relação entre Florentino Ariza e Fermina Daza ao longo de décadas. Entre encontros, separações e transformações pessoais, a história explora o amor, a passagem do tempo e as expectativas construídas em torno dos relacionamentos. A obra combina romance e observação social, características marcantes da escrita de García Márquez.
A Elite do Atraso, de Jessé Souza
Na área das ciências sociais, Lula destacou A Elite do Atraso, do sociólogo brasileiro Jessé Souza. O livro apresenta uma interpretação da formação histórica do Brasil e discute a influência da escravidão, das desigualdades sociais e das relações de poder na organização do país. O autor questiona explicações tradicionais sobre os problemas brasileiros e propõe uma leitura crítica das estruturas que contribuem para a manutenção dos privilégios e da desigualdade.
A Fome, de Martín Caparrós
O jornalista e escritor argentino Martín Caparrós aborda um dos problemas sociais mais persistentes do mundo em A Fome. A obra investiga as causas e as consequências da insegurança alimentar a partir de relatos, pesquisas e experiências observadas em diferentes países.
Em vez de tratar a fome apenas como falta de alimentos, o autor examina fatores políticos, econômicos e sociais que contribuem para sua permanência. O livro também provoca reflexões sobre pobreza, distribuição de recursos e desigualdade.
A escolha de Caparrós aparece entre os títulos que Lula identificou como favoritos durante os meses em que esteve detido.
O Petróleo, de Daniel Yergin
Em O Petróleo: Uma História Mundial de Conquistas, Poder e Dinheiro, o historiador e especialista em energia Daniel Yergin investiga a importância do petróleo para a economia e a política internacional. A obra percorre a formação da indústria petrolífera e mostra como o combustível influenciou conflitos, disputas geopolíticas, decisões governamentais e o desenvolvimento econômico de diferentes nações.
Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari
Outro título mencionado por Lula foi Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, do historiador israelense Yuval Noah Harari.
Publicado originalmente em 2011, o livro apresenta uma visão abrangente da história humana, desde o surgimento do Homo sapiens até as transformações das sociedades modernas. Ao longo da narrativa, o autor discute temas como agricultura, religião, organização social, dinheiro, ciência e tecnologia. A obra se tornou um fenômeno editorial internacional ao propor uma reflexão sobre como os seres humanos construíram sistemas de cooperação, crenças e estruturas políticas que moldam a vida em sociedade.
Escravidão, de Laurentino Gomes
A história brasileira também aparece entre as leituras destacadas pelo presidente. Em Escravidão, o jornalista e escritor Laurentino Gomes investiga a formação e a expansão do tráfico de pessoas escravizadas, além das consequências sociais, econômicas e culturais desse processo.
A coleção aborda diferentes períodos e aspectos da escravidão, relacionando o passado colonial às estruturas que contribuíram para a formação do Brasil contemporâneo. O tema dialoga, sob outra perspectiva, com questões históricas presentes em Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, também citado por Lula.
A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli
Em abril de 2026, Lula recebeu a escritora no Palácio do Planalto para celebrar o sucesso do romance, que liderava as buscas no MEC Livros. Socorro Acioli comemorou a oportunidade de ser lida pelo presidente, que também destacou a obra publicamente no Dia Mundial do Livro.




