10 livros do Grupo Autêntica para entender as eleições de 2026

Com a aproximação do segundo turno, vamos ver 10 livros do Grupo Autêntica para entender as eleições de 2026. Aliás, temos desde a trajetória do bolsonarismo, a resistência institucional à ruptura de 2022, a mobilização da base lulista, a guerra cultural, o lugar do Nordeste no imaginário nacional e as forças que, em diversos países, alimentam o ressentimento e a polarização. Por isso, vamos ver mais os 10 livros do Grupo Autêntica para entender as eleições de 2026:
Eu disse não! Uma trincheira antigolpista, de Carlos Baptista Junior
Comandante da Aeronáutica no governo anterior, o tenente-brigadeiro narra em primeira pessoa o período que vai de 2019 à crise militar de 2021 e as pressões para que as Forças Armadas aderissem a uma ruptura após as eleições de 2022. É o relato de um militar que declarou ter votado duas vezes no ex-presidente e que, por dentro do governo, se recusou a apoiar o golpe.
O golpe bateu na trave: democracia, ordem e desordem no Brasil, de Leonardo Avritzer
Leonardo Avritzer investiga por que a democracia brasileira, mesmo após décadas de avanços, segue instável e ameaçada por impulsos autoritários. O autor analisa a trajetória histórica do país e o seu impacto no surgimento de uma ideia de democracia, até as crises recentes, mostrando como o bolsonarismo levou ao extremo uma concepção de ordem de cima para baixo, enraizada em nossa cultura política.
Um por todos, todos por Lula: a Campanha Lula Livre e a luta dos brasileiros para tirá-lo do cárcere, de Haroldo Ceravolo Sereza
A partir de entrevistas, documentos e relatos de participantes, o jornalista e doutor em Letras pela USP reconstitui os 580 dias de prisão em Curitiba e o percurso que vai da condução coercitiva na Lava Jato, em 2016, até a posse de 2023. Um livro para compreender a capacidade de mobilização da base lulista e a relação do presidente com os movimentos sociais.
A era de Ricardo III: guerra cultural como método, de João Cezar de Castro Rocha
Referência no estudo da guerra cultural no Brasil, o professor da UERJ parte do vilão de Shakespeare, que anuncia abertamente suas intenções e ainda assim chega ao trono, para examinar uma contradição central do nosso tempo: a extrema direita chega ao poder pelo voto e segue influente mesmo quando derrotada. Com Dostoiévski, pensa o ressentimento como força política global.
Só sei que foi assim: a trama do preconceito contra o povo do Nordeste, de Octávio Santiago
O livro investiga como se construiu a imagem do Nordeste como sinônimo de atraso, rastreando esse imaginário na política, na imprensa, na literatura e no cinema. Uma leitura oportuna numa eleição em que o voto da região volta a ser decisivo e em que o eleitor nordestino costuma virar alvo de generalizações e ataques.
Os engenheiros do caos, de Giuliano da Empoli
O autor de O mago do Kremlin mostra como estrategistas, especialistas em dados e algoritmos passaram a moldar campanhas populistas em diferentes países, explorando a raiva e a desconfiança do eleitorado. Uma chave para ler o papel das redes e da desinformação na disputa eleitoral.
O desprezo, de François Dubet
François Dubet investiga uma das emoções mais difusas e determinantes do nosso tempo: o sentimento de ser ignorado, rebaixado ou invisibilizado socialmente. Mais do que uma experiência individual, o desprezo se revela uma força coletiva capaz de moldar identidades, alimentar ressentimentos e reconfigurar o campo político.
O tempo das paixões tristes, de François Dubet
Vivemos um tempo de paixões tristes. Esse momento é explicado pelo aumento das desigualdades, mas sobretudo pela transformação de sua natureza. O sofrimento social não é mais experimentado como uma provação que exige lutas coletivas, mas como uma série de injustiças pessoais, discriminações, experiências de desprezo, questionamentos da autoestima.
Ignorância: uma história global, de Peter Burke
Um dos mais importantes historiadores culturais da atualidade, Burke percorre as várias formas de ignorância ao longo da história, com um capítulo dedicado à ignorância política, a de governantes e governados, e uma reflexão sobre a era da desinformação.
Quero me tornar fascista: minha terapia de conversão, de Mark Fortier
Neste diário satírico, vencedor do Prix des libraires du Québec de 2026 na categoria ensaio, o sociólogo canadense finge converter-se à extrema direita para mostrar como o autoritarismo avança menos por grandes doutrinas do que por pequenas concessões, como o silêncio conveniente, o cansaço democrático e a apatia.




