Felipe Tazzo discute os múltiplos papéis do escritor na Bienal do Livro

Trazendo um assunto interessante para o evento, Felipe Tazzo discute os múltiplos papéis do escritor na Bienal do Livro. Em um mercado editorial cada vez mais conectado às redes sociais e à relação direta com o público, escritores também precisam assumir novos papéis para divulgar suas obras e conquistar leitores. É sobre essa transformação na profissão que o escritor campineiro Felipe Tazzo participa, nesta sexta-feira, 11, de um debate na Bienal do Livro de São Paulo, ao lado de outros nomes do mercado.
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Felipe Tazzo na Bienal do Livro de São Paulo:
O escritor campineiro Felipe Tazzo participa nesta sexta-feira, 11, da programação da Bienal do Livro de São Paulo. Ele estará no espaço Papo de Mercado, às 14h10, no painel “Os múltiplos papéis do escritor contemporâneo”, ao lado de Vanessa Clasen e Jéssica Macedo, com mediação de Jana Banchi.
O debate acontece em meio ao crescimento do mercado editorial brasileiro. Segundo dados do Painel do Varejo de Livros no Brasil, realizado pela Nielsen BookScan e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o setor faturou R$ 1,89 bilhão nos sete primeiros períodos de 2026, alta de 12,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O volume de exemplares vendidos também cresceu 10,2%, chegando a 35,6 milhões de livros.
Os novos desafios do escritor
Nesse cenário, o trabalho do escritor vai além da produção do livro. Para autores independentes, atividades como divulgação, produção de conteúdo, participação em eventos e contato direto com leitores também passaram a fazer parte da rotina.
“Hoje, escrever um bom livro muitas vezes não é suficiente. O autor independente precisa produzir conteúdo, aparecer nas redes, entender de algoritmo e manter uma presença constante online. Em muitos casos, o escritor acaba se tornando uma espécie de influenciador digital para conseguir alcançar leitores”, afirma Tazzo.
A aproximação com os leitores
A experiência do autor está ligada à produção independente e à participação em eventos de literatura, quadrinhos e cultura pop. Nessas ocasiões, ele apresenta suas obras diretamente ao público e distribui amostras gratuitas de seus livros.
“Essas amostras são uma oportunidade para o leitor conhecer e degustar aquela literatura, despertando o interesse e atraindo novos leitores”, explica.
Entre as obras apresentadas por Tazzo em eventos estão “O Botão Vermelho” e “Cassangel Seguros”. Para o escritor, o contato presencial também contribui para a descoberta de novos livros.
“Quando o leitor tem a oportunidade de conversar com o autor, conhecer o processo de criação e entender a proposta da obra, existe uma aproximação diferente. Às vezes, uma conversa é o primeiro passo para alguém descobrir um livro”, observa.
Conteúdo e novas formas de descoberta
A discussão também acompanha uma transformação na forma como os livros chegam ao público. Em setembro, a Estante Virtual, com apoio institucional do SNEL e da Câmara Brasileira do Livro, iniciou o primeiro mapeamento de criadores de conteúdo literário do Brasil, buscando identificar perfis, hábitos, formas de produção e monetização e os principais desafios da atividade.
Para Tazzo, eventos presenciais e redes sociais fazem parte desse novo cenário, no qual o escritor assume funções que vão além da criação.
“O autor passa a ser, em diferentes momentos, vendedor, divulgador, interlocutor e participante ativo da circulação de seu próprio trabalho.”
É sobre essas mudanças e os desafios de atuar como escritor atualmente que Tazzo conversa durante o painel da Bienal do Livro de São Paulo.
Serviço – Painel “Os múltiplos papéis do escritor contemporâneo”
Participantes: Felipe Tazzo, Vanessa Clasen, Jéssica Macedo e Jana Banchi (mediadora)
Data: 11 de setembro de 2026
Horário: 14h10
Local: Espaço Papo de Mercado — Bienal do Livro de São Paulo




