...

A febre dos reboots tem gerado todo tipo de conteúdo em Hollywood, desde interessantes releituras. Quem pode pertencer a um desses grupos é o braço cinematográfico da franquia de jogos Mortal Kombat. Cujo novo título em desenvolvimento promete ser uma nova história de origem para a saga nos cinemas. Relembre agora a história do filme do Mortal Kombat

Com séries de maior sucesso sendo recomeçadas, não é de se espantar que executivos queiram uma nova chance com uma que só teve dois filmes e com uma base de fãs pronta para ir aos cinemas conferir seus personagens favoritos na telona. Foram esses fãs que deram o gás para tornar o primeiro filme da franquia, “Mortal Kombat”, uma realidade.

Enquanto o jogo se vendia como o ápice do delírio nerd da violência fantástica e justificada, o filme, restrito às necessidades narrativas de um projeto que buscava um grande público, aposta em arcos de superação para construir sua trama. Faz sentido em termos práticos: o game de lutas tinha uma parca história e grande parte da sua mitologia, criada em lançamentos posteriores, ainda não existia na época de desenvolvimento do longa.

O que existia, no entanto, eram os personagens, e o maior trunfo de “Mortal Kombat” está em acertar o visual deles no ponto: para quem curtia o jogo, poder ver Liu Kang e Sonya Blade em ação já valia o ingresso. Em especial, os efeitos que trouxeram os icônicos Scorpion e Sub-Zero à vida funcionam – e, de quebra, mantêm hoje certo charme nostálgico.
A questão da funcionalidade é importante no filme, uma vez que tudo parece feito para isso, desde as tomadas de localização até os flashbacks.

Se parece que todo clichê de filme de ação foi usado aqui, é porque foi mesmo: temos heróis querendo vingar entes queridos, gente acordando sobressaltada de pesadelo, um vilão com uma musculatura facial invejável para caras e bocas e diálogos improváveis (para fins de exemplo, antes de uma luta, um de nossos heróis fala, com toda a pose de macho: “Vamos dançar”).

O longa poderia dar certo apesar de tudo isso, mas o fato é que dá certo justamente por causa desses ditos exageros. Afinal, com os produtores não podendo trazer a grande marca da série Mortal Kombat para o cinema (sangue e tripas), o humor é o que dá força ao fraco roteiro e mantém o espectador ligado.

Leita também: THE RIPPER – MISOGINIA E MACHISMO NÃO AJUDARAM AS VÍTIMAS

Apesar de desviar muito da essência de seu material-base, “Mortal Kombat” é um filme de ação divertido, com ritmo frenético e com trilha e efeitos que vão direto no coração da nostalgia noventista. Sua maior falha é não abraçar a violência pra lá de cartunesca dos jogos (afinal, Tarantino já provou que podemos rir banhados de sangue).

Isso pode ter mais a ver com o espírito dos tempos do que outra coisa: se até hoje a questão da classificação indicativa ainda é discutida massivamente quando o assunto é o sucesso de um filme, o que dizer da década de 90? Isso foi antes do boom dos filmes de herói e das adaptações bem-sucedidas de videogame. Com o sucesso de filmes que brincam com o politicamente incorreto, abrindo margem para blockbusters mais adultos, o novo “Mortal Kombat”, se sair do papel, poderá pegar um mercado muito mais aberto para o seu tipo de ação. Os fãs da sanguinolência só têm a ganhar.

Bridgerton (3ª): O esperar da parte dois? Séries para você assistir no Dia das Mães As Melhores Trilhas Sonoras de Todos os Tempos Filmes de terror para assistir em maio 2024 FANFICS QUE VIRARAM FILMES PRODUÇÕES SOBRE FÓRMULA 1 A verdade sobre Bebê Rena Rota literária: conheça o aplicativo para leitores Top Filmes com ex-RBD FILMES DA TRILOGIA X DIRIGIDOS POR TI WEST Filmes originais da Netflix que são adaptações literárias Livros com o casal Ídolo e Fã! Filmes que são Dark Fantasy 6 livros da editora Intrínseca para o Dia Internacional da Mulher Histórias de Akira Toriyama Livros com o casal Grumpy x Sunshine FILMES DIRIGIDOS POR HAYAO MIYAZAKI NO STUDIO GHIBLI LANÇAMENTOS IMPERDÍVEIS DA EDITORA VERUS NO MÊS DE FEVEREIRO