Resenha: A Noiva da Morte, de Shelby Mahurin

Eu fui ler A Noiva da Morte com expectativas altíssimas. Afinal, eu tinha amado o primeiro livro da duologia O Véu Escarlate. Então já adianto: fui com tudo, mas também com aquele medinho de não corresponder. E, no fim das contas, foi uma experiência com altos e baixos. Vem comigo nesta resenha saber mais dessa conclusão épica!
Conheça a história de A Noiva da Morte
Célie deu o último suspiro enquanto tentava salvar as pessoas que mais ama, inclusive o poderoso e enigmático Michal, soberano da ilha de Réquiem. Diante do sacrifício da mulher que passou a admirar, o rei dos vampiros simplesmente recusou-se a deixá-la partir. Quando desperta, o mundo de Célie está de ponta-cabeça: caminhar ao sol pode matá-la; ouvir os batimentos cardíacos dos próprios amigos tornou-se um martírio; e tudo o que mais deseja é… sangue. Ela se vê diante da vertiginosa constatação de que Michal a condenou a uma eternidade como vampira.
Mas Célie não é a única morta-viva vagando pelo mundo. Sua irmã, Fillipa, ressuscitou como uma mera sombra de si mesma, e outros regressados começaram a se levantar de seus túmulos, sedentos por vingança.
Com o destino de todos em perigo, Célie e Michal precisarão resistir à atração inegável que sentem um pelo outro para, juntos, reerguerem de uma vez por todas o véu que separa os vivos dos mortos.
+ Resenha: Véu Escarlate, de Shelby Mahurin
Uma continuação direta
A história começa exatamente de onde o anterior parou, o que, pra mim, foi um pouco confuso no início. Demorei a me situar de novo naquele universo, lembrar de detalhes, dos personagens e me reconectar com os acontecimentos. Mas reconheço que isso pode ter sido mais uma questão mais minha do que do livro em si. Afinal, a autora não perde tempo repetindo coisas para os leitores, o que também é bom pois a história anda.
Em A noiva da morte, vamos acompanhamar a Célie já transformada e eu preciso dizer: dessa vez, ela me irritou um pouco. Contudo, não foi nada que estragasse a leitura, mas em alguns momentos achei suas atitudes meio cansativas. Por outro lado, Michal compensou esse meu estresse com Célie. Aliás, ele continua sendo um personagem extremamente interessante, misterioso e maravilhoso.

Personagens secundários que brilham
Uma coisa que eu gostei muito foi o desenvolvimento dos personagens secundários. Eles ganham mais espaço e têm um papel fundamental na história, o que deixou tudo mais rico. Inclusive, me apaguei completamente a vários deles. Sem dúvidas eu leria um livro focado em cada um. Odessa continua leal a Michal e Dimitri continua sendo aquela grande incógnita, de eles devem ou não confiar. Eu particularmente adoro esse personagem, ele é volátil, dificil decifrar seus próximos passos. Gosto disso.
Aqui também temos um destaque maior para a história das bruxas, principalmente para a arvore genealógica de Louise le Blanc, isso sem dúvidas é um ponto alto do livro por traz mais elementos de Pássaro & Serpente. Além de mostrar o quanto essa é uma personagem poderosa.
Vale a pena ler A Noiva da Morte?
Sobre o enredo em si, eu confesso que esperava mais. A história é boa, tem momentos muito interessantes, mas senti que, em alguns pontos, ela se perde no romance entre Célie e Michal. E, dessa vez, esse relacionamento me cansou um pouco, aquele vai e volta emocional acabou ficando repetitivo.
Mesmo assim, no geral, eu gostei bastante de A Noiva da Morte. Não acho que supera o primeiro livro, justamente por esses altos e baixos, mas ainda assim é uma conclusão digna. O final foi coerente, me surpreendeu de forma positiva e trouxe uma reviravolta que eu realmente não esperava. Inclusive, fiquei com vontade de um capítulo extra só pra acompanhar melhor o que vem depois, principalmente envolvendo aquele novo casal.
Sendo assim, eu indico demais essa duologia para quem ama uma história de vampiros e que está com saudades dos personagens de Pássaro e serpente. Mas caso você não tenha lido, fique tranquilo, O véu escarlate e A noiva da morte podem ser lidos separadamente. Ou seja, só leia!!




