Veja a crítica do filme "Pobres Criaturas"

Com precisão e charme, “Pobres Criaturas” traz uma obra surreal para retratar a autodescoberta do desejo e vontade própria. Aliás, com atuações marcantes e uma direção exclusiva, o filme é o sinônimo de reflexão sobre a sociedade. Portanto, veja tudo sobre “Pobres Criaturas”:

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Mas, afinal, por que o filme está tão famoso?

Trata-se de uma ponderação feminista e, em “Pobres Criaturas”, ela é representada de forma alegórica ao longo de cinco capítulos. Tudo conforme o desenvolvimento da mente de Bella se aproxima do seu corpo amadurecido. Entre o sair de casa e explorar o mundo até seu inevitável retorno, Bella tenta dar sentido à existência. Com todas as suas contradições, enquanto a questiona. Mesmo que não seja uma ideia super original, o diretor Yorgos Lanthimos traz uma visão surreal e inédita.

Descobertas infinitas:

Veja tudo sobre o filme "Pobres Criaturas"

Na verdade, o filme é uma aula narrativa que costura diversas camadas, profundas e também superficiais, que promove diversas reflexões. Para além da história bem escrita, é uma beleza de tirar o fôlego o polimento dos personagens. A forma como eles vão se desenvolvendo na tela, despindo-se de suas máscaras sociais em diálogos afiadíssimos que provocam riso e constrangimento na medida certa para instigar o espectador. Ou seja, nada, absolutamente nada neste filme está ali por acaso.

Mais do que explorar a mente de Bella, o filme mergulha nas sensações físicas vividas pela personagem. O longa traz muitas cenas de sexo e nenhuma é em vão, já que absolutamente tudo o que vemos no filme existe para causar algum tipo de desconforto. Afinal, a protagonista é uma pessoa curiosa, com vontade de viver e descobrir o mundo, adquirir conhecimento e experimentar sem parar. Os primeiros passos da mulher são interessantes, assim como a sua evolução, deixando de ser uma pessoa desprovida de inteligência para se tornar alguém repleta de sabedoria e com fome de viver.

Visual de tirar o fôlego:

Mais do que uma história cativante, o diretor caprichou no visual do filme. Os elogios vão tanto à vestimenta vitoriana de uma época distante, quanto os detalhes futuristas que existem nas cidades. Yorgos Lanthimos constrói uma verdadeira fábula do horror com sua estética e sua técnica conhecidas pelos seus fãs.

Ou seja, alternando a lente da câmera para cenas de fuga, (através de uma lente olho de peixe), ou alternando as imagens em cores e em preto e branco para contrastar o aspecto de vida versus morte do universo de sua protagonista – razão pela qual mesmo quando ela não está presente as cenas permanecem coloridas, pois são os sentimentos dela que ditam sua perspectiva de mundo ao espectador.

Emma Stone e seu grande elenco:

Elenco de "Pobres Criaturas"

É absurdo ver a evolução interpretativa de Emma Stone, de uma criança que mal anda e mal fala para uma personagem absolutamente adorável em sua ingenuidade social. Algo que lhe rendeu uma segunda indicação ao Oscar com reais chances de ganhar. Sem contar que explora as nuances emocionais da protagonista em contato com diferentes experiências.

Quem rouba a cena também é Mark Ruffalo como Duncan Wedderburn, um advogado cafajeste e sedutor que leva Bella para conhecer o mundo. Mas, ele se destaca mesmo quando o roteiro revela mais camadas sobre o personagem. Willem Dafoe passa bem toda a arrogância do cientista Godwin Baxter com sua obsessão por Bella. Ao mesmo tempo que mostra outras camadas desse relacionamento pelo carinho que sente por ela além de uma criação.

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Vale a pena assistir Pobres Criaturas?

De fato, o filme não se acomoda, nem se contenta com o básico. Na verdade, tem um compromisso tão firme enquanto obra de arte que está determinado a não deixar ninguém indiferente. Curiosamente, é muito pertinente que seja assim. Como no conto de Bella Baxter, desejo e monstruosidade também se confundem do lado de cá da tela — o que só realça sua relevância.

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