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Neste último domingo (24) o mundo assistiu a mais uma cerimônia de entrega ao Oscar, no qual grandes filmes da indústria cinematográfica concorrem pela estatueta de melhor filme e entre outras categorias. O evento ,com o passar dos anos, tem tomado muito espaço por conta das movimentações da indústria do entretenimento frente as políticas xenofóbicas de Donald Trump, das manifestações de mulheres e da negritude sobre falta de representatividade e diversidade nas premiações, mesmo com uma crescente  produção de bons filmes que envolvem em seu feitio mulheres e negros pra além dos espaços de atuação e afins.

Mas afinal, há um interesse da indústria frente ao processo que vemos também eclodir nas ruas e na política?

De certa forma, existe sim, porém não é exatamente aquilo que todo mundo espera. Neste Oscar, tivemos momentos épicos que são expressões do que tem significado a diversidade nas produções do entretenimento de Hollywood, principalmente pelo fato de que foi a primeira vez em anos que negros ganharam mais prêmios.“Pantera Negra” continuou a fazer história, os prêmios que levou na noite foram entregues pela primeira vez a mulheres negras. Além disso, Regina King ganhou como melhor atriz coadjuvante por “Se a rua Beale falasse” e Spike Lee ganhou seu Oscar de “melhor roteiro adaptado”com “Infiltrado na Klan”. O diretor até fez o discurso mais forte da noite, reivindicando a ancestralidade, a resistência da população negra dos EUA frente ao genocídio e a sistemática violência racista em todas suas dimensões.

No momento em que veio o vencedor da noite, “Green Book”, que tudo apareceu completamente diferente do que se esperava, já que a obra apresentou diversos problemas no qual complementam a falta de desinteresse da indústria em representatividade. A família de Don Shirley, personagem de Mahershala Ali no filme, disputou a versão de diversos fatos que foram representados na produção. Shirley é representado como uma figura solitária e afastada das raízes humildes e raciais da família. O único irmão vivo de Don Shirley, Maurice Shirley, apresentou em alguns momentos o quanto o pianista era próximo da família e de suas raízes. Ou seja, o roteiro do longa simplesmente modifica de forma profunda a história da única personagem negra do filme de uma forma desrespeitosa e racista. Ou seja, ainda há muito o que trabalhar se a Academia quer de fato uma inclusão social, mesmo depois de apresentar premiações importantes para a produção artística negra durante a premiação este ano.

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A indústria sabe o que o povo quer e a luta que está acontecendo ao redor do mundo, entretanto, é tudo uma propaganda para ganhar audiência, aparentemente. Isso gera irritação ao público pelo sentimento de injustiça quando a academia consagra um filme com estas limitações, ainda mais possuindo no mesmo balaio de indicados, obras com uma verve crítica mais substancial como “Roma”, “Infiltrado na Klan” e “Pantera Negra”. Se existe de fato uma luta, pode ate ser que sim, mas será uma batalha muito longa até chegar de fato numa verdade absoluta.

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