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Crítica do filme "O Telefone do Sr. Harigan"

Com a chegada do mês do Halloween, a Netflix lança uma de suas obras para empolgar os fãs do gênero do terror: “O Telefone do Sr. Harrigan”. Para quem não sabe, a produção é baseada em um conto de Stephen King e traz a amizade entre um jovem garoto e um idoso milionário. Ambos têm um vínculo por meio de livros e um celular. Quando o homem morre, o menino descobre que nem tudo que morre, se vai completamente. Mas, será que essa relação é, de fato, boa?! Vamos descobrir:

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O Terror passa longe:

Leia a crítica do filme da Netflix, "O Telefone do Sr. Harigan"

Com essa premissa inicial, o diretor John Lee Hancock tenta forçar momentos de tensão, dando a entender que o velho rico esconde muito mais coisas do que poderíamos imaginar. No entanto, após a primeira meia hora, o suspense vai embora e dá lugar ao drama, algo que o filme se propõe. Por outro lado, não se aproxima em nada do terror ou suspense característicos do autor. Na verdade, as tentativas de ser próxima do gênero são bem raras e fracas, até por não não convencer que algo de estranho está a caminho.

E já que falamos de drama, “O Telefone do Sr. Harigan” entrega uma boa história, com personagens bem construídos e desenvolvidos. Dessa forma, vale destacar os protagonistas e a excelente atuação de Donald como o velho ranzinza, sisudo e introspectivo. Contudo, por retratar um ambiente escolar em algumas cenas, por vezes a narrativa se perde e se assemelha àquelas comédias teens em que o novato sofre bullying, se apaixona pela garota mais popular do colégio e, depois, vira o mocinho da história.

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Poder da tecnologia na vida das pessoas:

Não perca tudo sobre "O Telefone do Sr. Harigan"

Em seguida, temos um ponto interessante da produção é que ele mostra o advento da tecnologia, dos smartphones e da internet e retrata como essa nova realidade mudou a vida das pessoas e nos trouxe ao que somos hoje. No longa, assim como acontece atualmente, o iPhone se torna símbolo de poder e distinção social. Quando Craig ganha um de seu pai no Natal, logo fica empolgado para comprar outro e presentar seu amigo idoso.

Mesmo relutante, o senhor Harrigan aceita o presente e aos poucos se rende à inovação. Assim, o aparelho assume um papel importante na trama e se torna o meio de comunicação entre os dois no pós-vida. Infelizmente, o assunto não é discutido por muito tempo, já que não existe um certo equilíbrio, ao longo da narrativa. Em um momento o drama é o foco, mas fica deslocado, rapidamente.

Conclusão:

Portanto, “O Telefone do Sr. Harrigan” revisita platitudes e pouco justifica suas referências e acréscimo de elementos no enredo, que busca dar ao drama do seu protagonista. Sendo que deixa o normalmente brilhante Jaeden Martell perdido em um oceano de choros e absolutos morais imerecidos. Como passatempo, o filme da Netflix faz correr as 1h46 de sua metragem, mas o sentimento vazio que fica quando sobem os créditos não engana: este é um filme completamente acomodado à própria mediocridade.

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