Livros da Intrínseca para o Dia Mundial do Livro

Com doze obras dos mais variados gêneros para celebrar a literatura, vamos ver os livros da Intrínseca para o Dia Mundial do Livro. Afinal, ler é uma porta de entrada para diferentes realidades à espera de um leitor interessado em explorá-las. Fantásticos, aterrorizantes ou românticos, os estilos literários que uma história pode seguir são diversos. Apesar disso, um objetivo se mantém comum a qualquer tipo de narrativa: fisgar a atenção de seu leitor. Por isso, vamos ver livros da Intrínseca para o Dia Mundial do Livro:
Patinando no amor, de Lynn Painter
Autora de Melhor do que nos filmes, uma das comédias românticas de maior sucesso no Brasil nos últimos anos, Lynn Painter retornou à literatura jovem com um sport romance de hóquei. Na infância, Dani não largava Alec, o filho engraçado, sensível e nerd da melhor amiga de sua mãe, que sempre estava disposto a se divertir com ela. Isso até a garota se mudar de cidade e ele prometer que continuariam amigos e manteriam contato, o que não acontece. Anos depois, ela retorna para concluir o ensino médio e, em meio ao caos do divórcio dos pais, não se importaria em passar um tempinho com Alec.
Só que aquele garoto gentil se tornou um astro do hóquei em uma cidade onde atletas são venerados. Sendo trocada por um bando de fãs que babam por Alec, Dani decide dar um gelo em seu amigo de infância. Quando acontecimentos inesperados obrigam os dois a fingirem ser um casal, a conexão entre eles ressurge. Desenterrando segredos familiares complicados, ambos enfrentam o que sentem um pelo outro e descobrem o real motivo de Alec ter se afastado por tantos anos.
Veja também-Resenha: Patinando no Amor, de Lynn Painter
Os esquecidos de domingo, de Valérie Perrin
Desde que seus pais morreram em um acidente de carro, Justine mora em um pequeno vilarejo da Borgonha com os avós e o primo, Jules. Em meio ao marasmo de seus 21 anos, poucas coisas iluminam sua rotina, como as noites de sábado dançando na boate Paraíso e as histórias que escuta na Hortênsias, a casa de repouso para idosos em que trabalha. Lá, a amizade improvável entre Justine e Hélène, uma residente de quase cem anos com quem passa horas partilhando memórias, faz com que a jovem comece a anotar as lembranças da amiga em um caderno, tentando salvá-las das garras do tempo.
À medida que se perde nas histórias de Hélène e ligações misteriosas causam uma pequena revolução na Hortênsias, Justine é inspirada a adentrar de vez na própria trajetória, investigar a tragédia que destroçou sua infância e confrontar os mistérios de sua família.
O nosso negócio é crime, de Richard Osman
Primeiro livro da série inédita de Richard Osman, autor de O Clube do Crime das Quintas-Feiras, O nosso negócio é crime traz dupla de detetives improvável para resolver crimes ao redor do mundo. Embora aceite fazer pequenas investigações pela região, o policial aposentado Steve Wheeler aprecia muito sua rotina tranquila no pacato vilarejo de Axley. Ao contrário dele, a nora, Amy Wheeler, ganha a vida imersa em adrenalina, sem fincar raízes em um só lugar. Enquanto faz a segurança de uma autora de suspenses mundialmente famosa em uma ilha particular, Amy se depara com um cadáver, uma bolsa cheia de dinheiro e um assassino persistente.
Sua primeira reação é interromper a vida mansa de Steve, convocando-o para uma verdadeira aventura ao redor do globo. Mas será que essa dupla icônica e improvável é mais esperta do que um inimigo mortal? Amy está ansiosa para descobrir (Steve, nem tanto).
Onar ’82, de José Roberto de Castro Neves
Do integrante da Academia Brasileira de Letras José Roberto de Castro Neves, autor de Ozymandias, Onar ‘82 acompanha a vida do cronista esportivo Samuel Janowitz, um apaixonado pelo Botafogo e pela seleção brasileira, mas incapaz de se conectar com seu filho Daniel. Após um período afastados, sem nenhuma comunicação entre os dois, Samuel é informado da morte repentina do filho e recebe um manuscrito deixado por ele. Nesse livro dentro do livro, Daniel se inspira em Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare, para construir o universo fictício do Morro de Ardenas, no Rio de Janeiro.
Na vida real, Samuel perdia a chance de cobrir os jogos da Copa devido a uma cirurgia, amargando pela televisão a derrota do Brasil. Mas na ficção, o fatídico ano de 1982 é reimaginado sob uma ótica mística e esperançosa: personagens inspirados na obra de Shakespeare vivem histórias amorosas e tragicômicas e o destino da seleção brasileira é outro.
É tempo de morangos, de Bruna Martiolli
Professora e doutoranda, Bruna Martiolli conquistou centenas de milhares de seguidores que acompanham suas resenhas e estudos sobre história da literatura nas redes sociais. Apresentando um misto de guia literário e romance de formação, a autora compartilha em seu livro de estreia memórias de sua infância, adolescência e vida adulta. Mostrando como a literatura nos guia em momentos de desamparo, dúvida e também de paz e felicidade, Bruna valoriza o poder revolucionário dos livros e mostra como a ficção é um gênero importante para o autoconhecimento.
Com referências que vão de Clarice Lispector a Banksy, passando por Guimarães Rosa, José Saramago e Elena Ferrante, a pesquisadora reflete sobre família, solidão, pertencimento e a busca por uma existência mais leve.
À espera de um feitiço, de Amy Coombe
A princesa Tanadelle de Widdenmar não aguenta mais a vida na realeza. Em vez de ser a relações-públicas do reino, Tandy quer ter conversas interessantes de verdade e viver do seu jeito, com (muito) tempo livre para ler. Durante a visita de rotina da realeza a Pepperidge Menor, seus sonhos se tornam realidade quando uma maldição obriga que ela permaneça em uma livraria antiga até descobrir o que seu coração realmente deseja. Certa de que sua amiga e secretária real Honeyrose vai descobrir como quebrar a maldição, Tandy aproveita as férias entre os livros.
Com uma pilha de exemplares à mão e a companhia de um pirata que aparece na loja para roubar seu estoque (e seu coração), pela primeira vez na vida ela sente que o tão sonhado final feliz está próximo. A não ser pela insistência de seus pais, que decidem enviar pretendentes na tentativa de libertá-la com um beijo de amor verdadeiro. Afinal, o que mais poderia salvar uma princesa?
O livreiro de Gaza, de Rachid Benzine
Em um mundo no qual bombas costumam ter a última palavra, o autor franco-marroquino Rachid Benzine lembra que os livros representam nossa maior chance de sobrevivência — não para escapar da realidade, mas, sim, para habitá-la plenamente. Durante a devastação de Gaza, um fotógrafo francês percorre as ruas em busca de registros para o Ocidente. Entre ruínas e livros empoeirados, um senhor, sentado diante de uma vitrine, lê com serenidade, como se esperasse algo. Mas o que ele aguarda? Talvez alguém que escute o que tem a dizer, afinal, seus livros não são meros objetos, mas fragmentos de toda uma vida, memórias e cicatrizes de um povo.
Assim que o fotógrafo se prepara para fazer o retrato, o senhor pede que antes o rapaz ouça a sua história. A partir desse encontro, o livreiro relata como escolheu as palavras como refúgio, resistência e pátria.
O livro das horas perdidas, de Hayley Gelfuso
Para além do espaço-tempo, há uma biblioteca repleta de livros com as memórias de todas as pessoas que já viveram. Nos momentos que antecedem a Segunda Guerra Mundial, o pai de Lisavet Levy é perseguido pelos nazistas e resolve esconder a filha nesse lugar mágico para salvar a vida dela. Mas ele não retorna, e Lisavet fica presa entre livros e fantasmas, destinada a conhecer o mundo pelas lembranças dos outros. À medida que cresce, descobre que agentes de governos queimam livros para enviesar a História de acordo com seus próprios interesses. Decidida a coletar os fragmentos restantes dessas memórias, ela vislumbra o mundo que deixou para trás ao encontrar o espião americano Ernest Duquesne.
Já em 1965, em meio ao luto da jovem Amelia Duquesne por seu tio, uma agente da CIA pede sua ajuda para encontrar um livro que Ernest estava procurando. E, ao visitar a biblioteca, Amelia percebe que o passado e a verdade não são tão lineares quanto imaginava.
Trinta segundos sem pensar no medo, de Pedro Pacífico
O advogado Pedro Pacífico se tornou um dos maiores influenciadores do meio literário brasileiro ao compartilhar no Instagram indicações de livros e autores. A partir de seu livro de memórias Trinta segundos sem pensar no medo, o autor e influencer explora sua relação com a literatura e o papel transformador que ela teve em sua vida. Pedro Pacífico conta como os livros tiveram papel crucial na construção de sua identidade, além de demonstrar como o hábito de leitura é uma boa ferramenta para lidar com a ansiedade e a nossa dependência pouco saudável da internet. De um jeito honesto e direto, o autor compartilha experiências e curiosidades sobre sua vida.
Sua trajetória desde criança, seus primeiros passos como leitor, o processo de criação do perfil nas redes sociais, sua relação com a família e os amigos. Com várias referências a livros clássicos e contemporâneos, Trinta segundos sem pensar no medo exemplifica como a leitura e as redes sociais podem ser uma combinação enriquecedora. Pedro demonstra como a literatura nos ajuda a entender o mundo, e também quem gostaríamos de ser.
O massacre da família Hope, de Riley Sager
Décadas depois de um crime brutal ter assolado o estado do Maine, a cuidadora de idosos Kit McDeere é escalada para trabalhar na mansão em que tudo aconteceu e ser a responsável por Lenora Hope, única integrante da família que sobreviveu e a principal suspeita dos assassinatos. No entanto, por falta de provas, a investigação foi obrigada a considerá-la inocente. Aos setenta anos, incapaz de falar e presa a uma cadeira de rodas, Lenora utiliza uma máquina de escrever para contar sua versão da história. À medida que Kit descobre mais informações sobre o caso, começa a desconfiar de que sua paciente é mais perigosa do que parece.
Veja também-Resenha: O Massacre da Família Hope, de Riley Sager
O infinito em um junco, de Irene Vallejo
Fenômeno de críticas e vendas, O infinito em um junco conta a história da criação dos livros, passando por todos os seus modelos e formatos ao longo da jornada humana. À medida que a pesquisadora Irene Vallejo narra a evolução dos livros, o leitor é convidado a uma viagem pelo tempo e pelo espaço da humanidade, com paradas nos campos de batalha de Alexandre e na Vila dos Papiros sepultada pelas lavas do Vesúvio; nos palácios de Cleópatra e na cena do crime de Hipátia; nas primeiras livrarias e oficinas de cópia manuscrita; nas fogueiras em que eram queimados códices proibidos; no gulag; na Biblioteca de Sarajevo; e no labirinto subterrâneo de Oxford no ano 2000.
Tempos extremos: edição comemorativa de 10 anos, de Míriam Leitão
Em 2024, o memorável primeiro romance da premiada jornalista Míriam Leitão ganhou uma edição comemorativa de dez anos. Tempos extremos é uma viagem por três linhas do tempo rompidas, atravessando os flagelos da escravidão, no século XIX, e os subterrâneos do regime militar, no século XX. No entremeio, as relações tormentosas entre pais e filhos e entre irmãos em uma fazenda no interior de Minas Gerais tecem uma trama densa e ousada que revisita passados que o Brasil tem preferido deixar acobertados pelo silêncio.




