5 livros para conhecer os Orixás, ancestralidade e tradições afro-brasileiras

Com registros históricos e narrativas sobre a cultura yorubá, veja 5 livros para conhecer os Orixás, ancestralidade e tradições afro-brasileiras do Grupo Editorial Record. Aliás, as obras apresentam diferentes caminhos para conhecer as histórias, os saberes e as tradições ligadas aos Orixás e à ancestralidade africana. Por isso, veja 5 livros para conhecer os Orixás, ancestralidade e tradições afro-brasileiras:
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ORIXÁS: O PODER DOS FILHOS DO TEMPO — João Raphael Ramos
A história acompanha Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian, jovens conhecidos como Supraviventes por serem descendentes diretos dos Orixás. Eles carregam o axé e a responsabilidade de manter a ligação entre o mundo humano e o divino.
Ao serem convocados para o Tempo Espiralar, os jovens entram em contato com diferentes momentos da história, conhecendo reinos, guerras, travessias e formas de resistência ligadas à ancestralidade.
Durante essa jornada, eles precisam enfrentar os ajoguns, compreender seus próprios Oris e despertar poderes que estavam adormecidos. Ao mesmo tempo, precisam lidar com sentimentos, rivalidades, segredos e conflitos entre si.
Tudo isso está relacionado à chegada da MAAFA, uma força ancestral alimentada pelas dores da história humana e capaz de ameaçar tanto o mundo espiritual quanto o mundo dos vivos. A obra aborda temas como ancestralidade, resistência, destino e a importância de reconhecer o passado para proteger o futuro.
CRÔNICAS EXUSÍACAS E ESTILHAÇOS PELINTRAS — Luiz Antonio Simas
O livro reúne 77 textos de Luiz Antonio Simas sobre a cultura popular e diferentes aspectos da vida brasileira. Inspirado por Exu, Orixá mensageiro e senhor das encruzilhadas, e por Zé Pelintra, figura ligada à proteção do povo das ruas, o autor apresenta histórias e reflexões que valorizam o encanto, a criatividade e os saberes presentes no cotidiano.
As crônicas trazem personagens curiosos e situações que misturam realidade, memória, espiritualidade e imaginação. Ao longo da obra, aparecem temas como o samba, o jogo do bicho, a violência provocada pelo poder econômico e seus impactos sobre pessoas, culturas e territórios.
Simas também apresenta personagens e acontecimentos inusitados, mostrando como diferentes histórias podem revelar conhecimentos e formas de resistência. Dessa maneira, o livro valoriza a cultura das ruas e as memórias populares, utilizando o humor, o afeto e o encantamento como formas de enfrentar o desencanto e preservar essas tradições.
OITENTÁCULOS — Nei Lopes
Com 69 poemas, muitos deles inéditos, Oitentáculos reflete sobre a vida de Nei Lopes, a história do Brasil e questões relacionadas à ancestralidade. Os poemas recuperam lembranças de sua infância e juventude em Irajá, no Rio de Janeiro, além de abordarem sua formação acadêmica, suas experiências nas ruas e diferentes aspectos da cultura brasileira.
A obra também apresenta temas como a ancestralidade afro-indígena, caribenha e afro-americana, a diáspora negra e a cosmologia dos Orixás. Misturando textos recentes com outros escritos entre as décadas de 1960 e 1980, o livro cria uma ligação entre passado e presente. Nei Lopes utiliza jogos de palavras, ritmo e referências culturais para valorizar histórias e tradições marcadas pela exclusão e pela perseguição.
Ao mesmo tempo, reafirma seu compromisso com a poesia, a democracia e o direito, mostrando como sua trajetória pessoal e a história coletiva do Brasil podem se encontrar por meio da literatura.
AS ÁGUAS DE OXALÁ — José Beniste
O livro apresenta e explica o ritual das Águas de Oxalá, uma das celebrações mais importantes do Candomblé, dedicada a Oxalá, considerado o mais velho dos Orixás.
Durante 23 dias, o terreiro passa por diversas mudanças: o uso do azeite de dendê é proibido, as pessoas utilizam roupas brancas, o espaço é limpo e pintado de branco e existe um clima de silêncio e respeito. Cada uma dessas ações possui um significado religioso e simbólico dentro da tradição.
A obra apresenta as origens desses costumes e mostra como eles estão relacionados às tradições africanas e às transformações ocorridas durante a diáspora no Brasil. O livro também aborda elementos das culturas bantu, jeje e yorubá, ajudando a compreender como essas tradições contribuíram para a formação do Candomblé no país. Dessa forma, funciona como um registro histórico e cultural, explicando os significados dos rituais e da visão de mundo presente na religião.
MITOS YORUBÁS — José Beniste
Em Mitos Yorubás, José Beniste reúne histórias tradicionais da cultura yorubá e explica a importância que os mitos possuem na organização da vida religiosa e cultural.
Nessas narrativas, animais, plantas, astros e outros elementos do mundo possuem significados relacionados ao sagrado. O livro apresenta histórias sobre a origem do mundo, a criação dos seres humanos e a relação entre as pessoas e o universo espiritual, além de explicar como os Orixás receberam seus poderes e características. Beniste também apresenta histórias envolvendo personagens como Èṣù, Ọ̀gún, Ṣàngó e Ọya, mostrando suas relações, conflitos e características dentro da tradição yorubá.
A obra destaca ainda como esses mitos foram transformados e preservados ao longo do tempo e como contribuíram para a formação da identidade afro-brasileira. Dessa tradição surgiu uma importante base para o Candomblé de Ketu e outras religiões de matriz africana presentes no Brasil.
O CAVALEIRO DA LUA — Luiz Antonio Simas
Nesta história voltada ao público infantil, o santo guerreiro São Jorge embarca em uma aventura apresentada em forma de cordel. Ilustrado por Camilo Martins, o livro de Luiz Antonio Simas utiliza a figura de São Jorge para apresentar aos pequenos leitores as diferentes fases da Lua.
Entre bravura, magia e desafios, o cavaleiro surge como uma figura que protege os caminhos e faz a esperança brilhar tão forte quanto o luar. Mais reluzente que qualquer estrela no céu de Lua cheia, ele segue presente mesmo nos dias de céu fechado. Misturando astronomia, cultura popular e poesia, O Cavaleiro da Lua apresenta São Jorge em forma de cordel, transitando entre magias, satélites e planetas.




