Zona Zero: filme de zumbi que conquista pela adrenalina

Zona Zero poderia ser apenas mais um filme de zumbi. Afinal, essa impressão que o novo longa sul coreano passa. Entretanto, a produção consegue surpreender ao apostar em uma narrativa intensa, personagens pouco convencionais e uma boa dose de tensão. Mesmo com alguns problemas no roteiro, o filme ganha força conforme a história avança e prende a atenção do público até o final. Ficou curioso? Vem saber mais!
Conheça a história de Zona Zero
Um vírus altamente mutável é liberado durante uma Conferência de Biotecnologia, forçando o isolamento imediato do local. À medida que a contaminação se espalha, os infectados não apenas atacam – eles evoluem de maneiras imprevisíveis e cada vez mais perigosas, obrigando um grupo de sobreviventes a lutar pela própria vida enquanto as regras do jogo mudam constantemente.
Contudo, o grande diferencial da história está justamente na origem desse surto. Aqui, não temos simplesmente um acidente ou alguma situação que saiu do controle, existe uma pessoa por trás de tudo, alguém que realizou experimentos de maneira premeditada e sabia o que estava fazendo.
Escolhas que chamam atenção
Uma das escolhas que mais chama atenção em Zona Zero é o fato de a história se concentrar praticamente em um único prédio. Em um primeiro momento, isso poderia deixar o filme um pouco repetitivo e até monótono. Mas o longa consegue aproveitar bem os espaços disponíveis e transformar o próprio ambiente em parte da tensão. Apenas na metade do filme que começamos a ter contato com outros cenários, mas ainda assim boa parte da tensão fica no prédio.
E com isto, o que mais me surpreendeu em Zona Zero foi perceber como a adrenalina do filme vai crescendo. No começo, realmente fiquei com aquela sensação de estar assistindo mais uma história de zumbis. Só que, conforme a narrativa avança, você começa a entrar na tensão junto com os personagens. É um filme que vai te envolvendo aos poucos.

Outro ponto que gostei bastante foi a construção dos personagens. E aqui existe uma escolha bastante curiosa: você não necessariamente cria simpatia por eles. E eu gostei disso! Afinal, normalmente em um filme de zumbi existe aquela preocupação constante com determinado personagem. Você cria carinho, escolhe o seu favorito e fica pensando: “meu Deus, ele vai morrer?”. Em Zona Zero, isso praticamente não existe o deixa tudo ainda maisl interessante, porque faz com que você assista à história sem aquela preocupação com o destino do personagem. Você só quer saber como vão conseguir se livrar do vírus.
O filme também trabalha bastante com a questão do som e do silêncio. Não é uma produção silenciosa, mas existem momentos em que a ausência de barulho se torna essencial para a sobrevivência dos personagens. A necessidade de ficar quieto, controlar os sons e encontrar maneiras de se comunicar aumenta bastante a tensão de determinadas cenas. É justamente nesses momentos que a sonorização funciona muito bem para criar expectativa e deixar o espectador mais envolvido com o que está acontecendo.

Vale a pena assistir Zona Zero?
Zona Zero tem seus problemas e algumas falhas de conexão no roteiro. Existem momentos que poderiam ser excluídos e algumas situações ficam mais subentendidas do que deveriam. Ainda assim, são problemas que, para mim, acabam sendo facilmente deixados de lado diante da experiência geral. É um filme intenso, principalmente depois que a história realmente engrena. Talvez o começo não seja tão empolgante quanto o restante, mas a adrenalina cresce ao longo da narrativa e consegue prender a atenção.
Para quem gosta de filmes de zumbi, principalmente aqueles que misturam terror, ação e bastante tensão, Zona Zero é uma boa opção para assistir no cinema. E, considerando a época de Halloween, é uma produção que combina bastante com a programação para quem quer um filme de terror para se distrair e passar algumas horas acompanhando uma boa dose de caos, tensão e zumbis.
No fim, talvez Zona Zero não reinvente completamente o gênero de zumbi, mas consegue fazer o suficiente para transformar a ideia inicial de “mais um filme de zumbi” em uma experiência bem interessante do que parece à primeira vista.




