Resenha: Rivalidade Ardente, de Rachel Reid

Rivalidade Ardente, de Rachel Reid, se destaca dentro do romance esportivo por unir rivalidade profissional, tensão emocional e desenvolvimento afetivo de forma intensa e envolvente. Ainda mais que temos a construção da relação dos personagens. Mas, vamos com calma e falar sobre Rivalidade Ardente, lançado pela Editora Alt:
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Qual é a história?
A estrela do hóquei profissional Shane Hollander não é apenas absurdamente talentoso: ele também tem uma reputação impecável. O hóquei é sua vida. Agora que é o capitão do time Montreal Voyageurs, ele não deixará que nada coloque seu trabalho em risco — muito menos o cara russo sexy cujo corpo atlético tira seu sono.
O capitão do Boston Bears, Ilya Rozanov, é tudo o que Shane não é. Autoproclamado rei do gelo, é tão arrogante quanto talentoso. Ninguém consegue vencê-lo — exceto Shane. Os dois construíram suas carreiras em cima dessa rivalidade lendária, mas quando saem da pista de gelo, o calor entre eles é inegável.
Quando Ilya percebe que quer mais do que alguns encontros secretos, ele sabe que precisa se afastar — o risco é grande demais. Mas conforme a atração entre eles se intensifica, os dois lutam para manter o relacionamento longe dos holofotes. Se a verdade vier à tona, a carreira de ambos será arruinada. Só que, quando o desejo que sentem um pelo outro passa a rivalizar com a ambição no rinque, manter o segredo deixa de ser uma opção.
Um narrativa envolvente:
Um dos maiores acertos da narrativa está na escolha do foco em terceira pessoa, que não se prende exclusivamente a apenas um dos protagonistas. Essa decisão permite ao leitor transitar entre as perspectivas de Ilya e Shane, conhecendo de forma mais equilibrada suas personalidades, inseguranças, desejos e contradições.
Ambos são apresentados de maneira carismática e bem delineada, com dinâmicas individuais que tornam o relacionamento crível e emocionalmente envolvente. A alternância de pontos de vista enriquece a leitura, pois evita uma visão unilateral da história e amplia a compreensão dos conflitos que movem os personagens.
Mas, faltou algo a mais…
Entretanto, apesar desse acesso privilegiado aos pensamentos e sentimentos dos protagonistas, surge um incômodo relacionado à construção de seus backgrounds. Os laços sociais, como família, amigos e até possíveis interesses românticos fora da relação central, aparecem pouco ou são apenas mencionados de forma superficial. Essa ausência de um entorno social mais desenvolvido faz com que Ilya e Shane pareçam excessivamente centrados um no outro, como se suas existências fossem definidas quase exclusivamente pela rivalidade esportiva e pelo vínculo afetivo que constroem. Não estraga a experiência, mas deixaria a obra mais completa.
Ainda assim, é importante destacar que essa escolha narrativa também contribui para a intensidade emocional do romance. Ao concentrar o foco quase integralmente na relação entre os protagonistas, a autora cria uma atmosfera de proximidade e urgência, que mantém o leitor constantemente envolvido. A química entre Ilya e Shane é bem trabalhada, os diálogos são eficazes e o ritmo da narrativa sustenta o interesse ao longo da leitura.
Vale a pena ler Rivalidade Ardente?
De modo geral, Rivalidade Ardente é um romance envolvente e emocionalmente impactante, que se destaca pela construção da relação central e pelo uso competente da narrativa em terceira pessoa. O livro traz personagens carismáticos, conflitos bem estruturados e um contexto esportivo que potencializa as emoções da trama. Trata-se de uma leitura cativante, que conquista pela intensidade dos sentimentos e pela dinâmica entre seus protagonistas. Ao mesmo tempo em que deixa espaço para reflexões críticas sobre o equilíbrio entre profundidade emocional e construção de universo narrativo.




