Pânico 7: Será realmente o fim?

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Depois de alguns anos e de não participar do último filme da franquia, Sidney Prescott está de volta aos holofotes de Pânico 7. Em uma nova cidade, com marido e filhos, nossa protagonista tenta seguir uma vida normal, querendo deixar tudo o que passou para trás. Mas seu passado não concorda e volta para atormentá-la mais uma vez, agora, fazendo da sua filha adolescente, a próxima vítima.
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A trama
Com a mesma receita dos primeiros filmes, Pânico 7 começa com um pessoal aleatório sendo assassinado, depois conhecemos a nova vítima ligada à personagem principal, sequência de mortes, uma atriz muito famosa sendo morta logo cedo, namorado suspeito, perseguição de gato e rato entre o ghostface e a mocinha, e a revelação final, com a motivação do vilão.
O filme acerta em trazer um ritmo mais acelerado, com mortes mais intensas e dilacerantes, até difíceis de assistir, uma fotografia mais azulada e fria, trazendo um ar mais obscuro à trama. Pânico 7 também acerta muito em trazer o saudosismo de volta, com o retorno de velhos personagens e easter eggs dos filmes anteriores.
Histórias deixadas de lado

Encare o novo filme da saga como uma continuação do 4º, pois o próprio ignora completamente os eventos do quinto e sexto filme da franquia. Todo desenvolvimento da Sam (Melissa Barrera) e de ser filha do assassino original, foi ignorado e deixado de lado. Para ser justa, há pequenas citações como “o incidente em Nova York” e “a filha do Billy”.
O único retorno dos últimos dois longas, foram os gêmeos, sobrinhos do Randy, responsáveis por explicar as regras dos filmes de terror, que tem em toda sequência da saga. Mas nesse, entretanto, nem eles aguentam mais ter esse papel.
Inclusive, os gêmeos agora trabalham diretamente com a Gale Weathers (Courteney Cox), nossa icônica e inconveniente jornalista, presente em todos os filmes de Pânico. E nesse, não poderia ser diferente.
Fanservice
O filme é recheado de serviço para os fãs da franquia. Desde a cena inicial, com a aparição da casa do primeiro filme, até a famosa frase final “atire na cabeça”. Até mesmo o retorno de alguns personagens, que nem se esperava voltar.
E o bom da saga Pânico, que o filme acompanha a tecnologia da época que se passa, e dessa vez, o foco é a Inteligência Artificial. Esse artifício é muito usado durante todo a trama, inclusive, ajuda e muito a trazer esses personagens de volta e fazer belas homenagens a tantos vilões e heróis icônicos que passaram pelas histórias.
Por isso, o sentimento é de encerramento. A cena inicial mesmo, foi com um gosto de adeus, uma mensagem de que acabou a história da Sidney Prescott. Ela agora é esposa e mãe, precisa viver sem esperar que um novo membro da sua família apareça querendo te matar, ou um fã obcecado pela sua história, ou um velho conhecido ressuscitado dos mortos.
Considerações finais
Escrito e dirigido por Kevin Williamson, roteirista que deu origem à toda saga de Pânico, Pânico 7 empolga do começo ao fim, traz elementos essenciais da história e volta às suas origens, mas quando chega em seu ápice, que é a revelação do “quem são os ghostfaces da vez”, ele decepciona muito.
Com toda a bagagem que a franquia traz, todo o enredo já construído, se esperava um final à altura de tudo que nos apresentou ao longo dos anos, mas a pressão de trazer vilões impossíveis de prever, fez a revelação ficar imprevisível até demais, com uma descoberta dos vilões da vez que te deixa com a sensação de “é isso?” ou até mesmo, “quem são esses?”.
Se for mesmo o final da saga Pânico ou o final da história da Sidney, essa última revelação não faz jus a tudo que já assistimos ao longo dos anos.





