O filme de terror O Som da Morte é ruim?

Mesmo que não seja um filme ruim, O Som da Morte é mais um clichê de terror com adolescentes e uma entidade ou objeto antigo e maligno. De fato, tem uma perspectiva de ser diferente, mas nem chega perto de sair da zona de conforto. Por isso, vamos falar sobre O Som da Morte:
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Qual é a história?
Um grupo de estudantes disfuncionais se depara com um Apito da Morte Asteca amaldiçoado. Logo eles descobrem que usar o objeto causa um som aterrorizante que prevê suas futuras mortes.
Afinal, é ruim?
O Som da Morte não é exatamente o desastre que muitos poderiam esperar à primeira vista, mas também passa longe de se destacar dentro do já saturado cinema de terror adolescente. O filme segue uma fórmula bastante conhecida: um grupo de jovens se vê obrigado a enfrentar uma entidade — ou objeto — antigo e maligno, despertado por curiosidade, imprudência ou simples acaso. Trata-se de um clichê explorado à exaustão pelo gênero, e aqui ele surge sem grandes reinvenções.
Ainda assim, há méritos que merecem ser reconhecidos. O principal deles está no uso do som como elemento narrativo e de suspense. Diferente de muitos filmes que recorrem apenas a jump scares previsíveis, O Som da Morte constrói tensão a partir do silêncio, de ruídos ambientes e de sons distorcidos que antecedem o horror. O áudio não funciona apenas como apoio, mas como parte essencial da narrativa, ajudando a criar uma atmosfera inquietante e opressiva. Nesse sentido, o título do filme não é apenas simbólico, mas conceitual.
As cenas de morte também são bem elaboradas, com boa dosagem de impacto visual e preparação dramática. Elas cumprem seu papel dentro da lógica do terror e mostram cuidado técnico, evitando a sensação de violência gratuita ou mal executada. No entanto, mesmo com esses acertos, o filme não consegue ir além do entretenimento básico. A construção do suspense e das mortes, embora eficiente, não é suficiente para salvar a obra de sua previsibilidade estrutural.

Nem o elenco ajuda?
O elenco é outro ponto que reflete essa medianidade. Os personagens são genéricos, encaixados em arquétipos já conhecidos e os atores cumprem bem suas funções sem comprometer o resultado. Contudo, também não acrescentam nada de novo ou memorável. Mesmo a presença de Dafne Keen, que interpreta uma personagem com algum potencial dramático e nuances interessantes, não consegue elevar o filme. Sua atuação é competente, mas limitada por um roteiro que não se aprofunda o suficiente para transformar essa personagem em algo realmente marcante.
Vale a pena assistir O Som da Morte?
No fim das contas, O Som da Morte é um filme correto dentro de suas propostas. Não é tão ruim quanto parece, especialmente para fãs do gênero que apreciam uma boa construção sonora e mortes bem executadas. Ainda assim, permanece preso aos clichês do terror adolescente e não encontra força suficiente para se diferenciar em meio a tantas produções semelhantes. É um filme que entretém, causa alguns bons sustos, mas dificilmente permanece na memória após os créditos finais.




