Livros da Intrínseca para o Dia dos Pais

Com a aproximação da data, vamos mostrar livros da Intrínseca para o Dia dos Pais. Afinal, o vínculo entre pais e filhos pode nascer de muitas formas: nos momentos de parceria, nos desafios divididos, nas conversas que atravessam gerações ou até mesmo compartilhando um bom livro. Por isso, veja livros da Intrínseca para o Dia dos Pais:
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Para o pai que adora esportes:
Rafael Nadal: O rei saibro, de Christopher Clarey
Multicampeão em todas as superfícies, Rafael Nadal consolidou seu nome como um dos maiores tenistas de todos os tempos. Dono de dois títulos de Wimbledon, quatro do US Open e uma medalha de ouro olímpica, o espanhol atrai o olhar do jornalista esportivo Christopher Clarey, mais especificamente por sua performance no saibro,quadra mais desafiadora do esporte, onde tudo parece ter conspirado em favor do atleta. Acompanhando Nadal desde sua primeira conquista em Roland Garros, aos 19 anos, até o título de 2022, Clarey reúne entrevistas com o tenista, sua equipe e rivais como Roger Federer e Novak Djokovic para reconstituir sua trajetória e revelar os bastidores de sua carreira e de sua filosofia de vida.
Onar’82, de José Roberto de Castro Neves
Do integrante da Academia Brasileira de Letras José Roberto de Castro Neves, autor de Ozymandias, Onar‘82 acompanha a vida do cronista esportivo Samuel Janowitz, um apaixonado pelo Botafogo e pela seleção brasileira, mas incapaz de se conectar com seu filho Daniel. Após um período afastados, sem nenhuma comunicação entre os dois, Samuel é informado da morte repentina do filho e recebe um manuscrito deixado por ele. Nesse livro dentro do livro, Daniel se inspira em Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare, para construir o universo fictício do Morro de Ardenas, no Rio de Janeiro.
Na vida real, Samuel perdia a chance de cobrir os jogos da Copa devido a uma cirurgia, amargando pela televisão a derrota do Brasil. Mas na ficção, o fatídico ano de 1982 é reimaginado sob uma ótica mística e esperançosa: personagens inspirados na obra de Shakespeare vivem histórias amorosas e tragicômicas e o destino da seleção brasileira é outro.
Federer: O homem que mudou o esporte, de Christopher Clarey
Ao longo de mais de duas décadas, Roger Federer transformou a forma como o tênis é jogado e percebido. Em Federer: O homem que mudou o esporte, o jornalista Christopher Clarey traça um retrato íntimo do suíço a partir de duas décadas de convivência e de um acesso inédito ao atleta, sua equipe e grandes rivais, como Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Roddick. Com entrevistas exclusivas e relatos dos bastidores, o autor reconstitui a trajetória de Federer, revela a mentalidade por trás de sua longevidade e mostra como sua combinação de excelência técnica, inteligência emocional e carisma redefiniu o esporte e inspirou uma geração de tenistas.
Para o pai que curte política:
A todo vapor, de Dan Wang
A obra é uma fascinante investigação em primeira mão do crescimento vertiginoso da China, dos custos humanos envolvidos e de como tudo isso impacta os Estados Unidos. O pesquisador Dan Wang, que morou na China por anos, combina análises políticas, econômicas e sociológicas para construir um novo e ousado panorama com o intuito de compreender os sucessos e as fragilidades da superpotência asiática. Ele revela que, enquanto a incansável China é o Estado da engenharia, que desenvolve megaprojetos em diversas áreas, os Estados Unidos estão estagnados e se transformaram em uma sociedade legalista que recusa por instinto qualquer mudança. Com análises perspicazes e uma narrativa envolvente, Wang oferece o retrato de uma nação complexa que, apesar da constante transformação, conseguiu preservar o senso de otimismo.
A oligarquia dos poderes, de Joaquim Falcão
Democracia Originária está sendo substituída por uma oligarquia corrupta e antiliberal composta por integrantes dos Três Poderes. Esta é a tese defendida e destrinchada pelo jurista e imortal da Academia Brasileira de Letras Joaquim Falcão em seu novo livro. O autor aponta as vulnerabilidades do Estado Democrático de Direito e levanta importantes questões sobre o funcionamento dos Três Poderes. Com linguagem direta e acessível, Falcão se debruça sobre a formação do nosso sistema democrático e apresenta exemplos recentes de comportamentos graves, que causam “mal-estar social” e “indignação coletiva”, como o escândalo de corrupção do Banco Master e a autoproteção entre os pares no caso do deputado Chiquinho Brazão que, embora condenado como mandante do homicídio da vereadora Marielle Franco, perdeu o mandato por “excesso de faltas”.
O livreiro de Gaza, de Rachid Benzin
Em um mundo no qual bombas costumam ter a última palavra, o autor franco-marroquino Rachid Benzine lembra que os livros representam nossa maior chance de sobrevivência — não para escapar da realidade, mas, sim, para habitá-la plenamente. Durante a devastação de Gaza, um fotógrafo francês percorre as ruas em busca de registros para o Ocidente. Entre ruínas e livros empoeirados, um senhor, sentado diante de uma vitrine, lê com serenidade, como se esperasse algo. Mas o que ele aguarda? Talvez alguém que escute o que tem a dizer, afinal, seus livros não são meros objetos, mas fragmentos de toda uma vida, memórias e cicatrizes de um povo.
Assim que o fotógrafo se prepara para fazer o retrato, o senhor pede que antes o rapaz ouça a sua história. A partir desse encontro, o livreiro relata como escolheu as palavras como refúgio, resistência e pátria.
Para o pai que busca autoconhecimento:
Liberte sua mente, de Nir Eyal
Neste guia inspirador, Nir Eyal explica como a mente funciona e a importância de reprogramá-la ao escolher em que acreditar. Baseada nos mais recentes estudos da neurociência e da psicologia, a obra apresenta um método prático e objetivo para os leitores se desvencilharem de crenças limitantes e as substituírem por aquelas que são libertadoras. O autor argumenta que aquilo em que acreditamos não são verdades absolutas, e sim ferramentas, e é a partir desse entendimento que conseguimos avaliar quais crenças vão nos ajudar a alcançar determinados objetivos. Afinal, as crenças certas podem aumentar a motivação, aprimorar habilidades e expandir a percepção do que é possível realizar.
O que é ser homem, de Scott Gallowa
Segundo pesquisas, meninos têm menos chances de concluir o ensino médio ou a faculdade, um em cada sete homens afirma não ter amigos e homens cometem suicídio de duas a quatro vezes mais que mulheres. Para piorar, a falta de atenção que esse cenário recebe abre espaço para discursos misóginos, demonização do outro e uma visão tóxica da masculinidade.E, como nos mostra o drástico aumento nos casos de violência de gênero, não há nada mais perigoso para mulheres e crianças do que um jovem solitário e falido. Em O que é ser homem, o autor analisa o papel social dos homens e defende a importância de uma masculinidade saudável e de uma boa saúde mental.
Relembrando a própria história, compartilha lições que aprendeu ao longo do caminho, como assumir riscos, estar preparado para se sentir um impostor, criar oportunidades para aqueles à sua volta e ter em mente que ser um bom pai também significa ser bom com a mãe dos seus filhos.
Mais foco, menos ansiedade, de Rafael Gratta
Quando o corpo acredita que está tudo bem, o cérebro enfim consegue focar no que importa. É a partir dessa premissa que Mais foco, menos ansiedade, primeiro livro do médico e estudioso de neurociência Rafael Gratta, ensina técnicas para regular foco, energia, motivação e prazer no dia a dia. Longe de ser mais um título sobre como a dopamina rouba nossa atenção, aumentando a ansiedade e o desânimo, o aguardado lançamento de Gratta oferece métodos para interromper o ciclo de autossabotagem, promovendo bem-estar e estabilidade emocional. Já sabemos que o excesso de distrações e prazeres rápidos e superficiais desregulam o sistema nervoso, comprometendo nosso foco naquilo que realmente importa. Para lidar com isso, o autor compartilha técnicas acessíveis que revolucionaram a própria saúde, ensinando o leitor a viver com mais presença, energia e segurança.
Para o pai que não recusa desafios:
Murdle: a escola de mistérios, de G.T. Karber
Neste livro, que conta com 50 enigmas eletrizantes, os leitores descobrirão a sombria e misteriosa Faculdade de Dedução, onde o dedutivo Logicus estudou. Ao longo dos desafios, ele se depara com assassinatos sinistros, túneis subterrâneos, segredos obscuros, sociedades secretas e conspirações por toda parte, mas sempre leva a melhor. Dessa vez, além de ilustrações e diagramas inéditos, a obra está repleta de ainda mais códigos, que expandem o universo da série e desafiarão as capacidades lógicas dos fãs.
Lea não é a culpada, de Zoé Ash
Este livro-jogo viralizou no TikTok francês e, desde que foi publicado de forma independente em abril, ocupa a primeira colocação da lista de mais vendidos da Amazon na França. O objetivo é claro: o leitor deve encontrar o suspeito de assassinar o professor Armand Durval em uma lista com mais de quarenta mil nomes, utilizando apenas treze pistas. Ao inovar no estilo, a obra não apresenta reviravoltas roteirizadas, muito menos dicas falsas, se revelando uma investigação de verdade em que o leitor eliminará cada nome até chegar ao único que atende a todos os requisitos.
A mandíbula de Caim, de Torquemada
Best-seller no Brasil, A mandíbula de Caim tem conquistado leitores de todas as idades desde o seu lançamento no fim de 2022. Considerado o mais intrincado quebra-cabeça literário de todos os tempos, o livro foi lançado originalmente em 1934 na Inglaterra por Edward Powys. Sob o pseudônimo de Torquemada, o autor criou uma trama que faz referência à primeira arma assassina de que se tem notícia na história. Como as páginas estão impressas em uma ordem aleatória, cabe ao leitor organizá-las na única sequência correta, de modo que se revelem as vítimas de seis assassinatos e seus respectivos algozes. A edição brasileira conta com páginas destacáveis e com apresentação do premiado escritor Marco Lucchesi. Será que você é capaz de desvendar o mistério?
Para o pai que aprecia histórias emocionantes:
Você está aqui, de David Nicholls
Marnie e Michael são dois estranhos solitários que, forçados a uma caminhada de dez dias pela Inglaterra, descobrem que se perder é, às vezes, a única forma de se encontrar. Ela, editora de texto em Londres, está presa a uma rotina doméstica que mascara a dificuldade de se reconectar com o mundo pós-pandemia. Ele, professor de geografia, carrega as marcas silenciosas de um divórcio e de uma vida que não seguiu o curso imaginado. Quando uma amiga em comum convida os dois para uma caminhada em grupo pelo interior durante um feriado, eles aceitam, embora não consigam imaginar nada pior do que dias de sociabilidade compulsória numa trilha.
O desconforto se intensifica com a imprevisibilidade do tempo. No entanto, entre quilômetros de conversas relutantes e silêncios constrangedores, Michael e Marnie aos poucos descobrem que têm mais afinidade do que pensavam e acabam encontrando exatamente o que procuravam.
Três cães selvagens, de Markus Zusak
Para leitores que desejam saber mais sobre Markus Zusak, autor do fenômeno A menina que roubava livros, os cachorros da sua família são um ótimo ponto de partida. Em sua primeira obra de não ficção, o escritor conta como sua vida mudou após acolher três cães enormes, selvagens e durões resgatados da rua. Reuben é mais lobo do que cão de caça; Archer é dourado, bonito e destrutivo; já Frosty, sorridente e rancoroso, move-se como uma tempestade. A única consequência possível? O caos. A família se envolve em brigas na rua, confusões no parque, constrangimentos públicos, idas ao hospital e ao veterinário, danos à propriedade e até visitas da polícia. Essa carta de amor aos cães exalta as relações familiares em memórias emocionantes, divertidas e honestas.
Os esquecidos de domingo, de Valérie Perrin
Desde que seus pais morreram em um acidente de carro, Justine mora em um pequeno vilarejo da Borgonha com os avós e o primo, Jules. Em meio ao marasmo de seus 21 anos, sua vida se divide em passar as noites de sábado dançando na boate e as histórias que escuta na Hortênsias, a casa de repouso para idosos em que trabalha. Lá, a amizade improvável entre Justine e Hélène, uma residente de quase cem anos com quem passa horas partilhando memórias, faz com que a jovem comece a anotar as lembranças da amiga em um caderno, tentando salvá-las das garras do tempo. À medida que se perde nas histórias de Hélène e ligações misteriosas causam uma pequena revolução na Hortênsias, Justine é inspirada a adentrar de vez na própria trajetória, investigar a tragédia que destroçou sua infância e confrontar os mistérios de sua família.
Para o pai que curte suspense:
Um lugar ensolarado para gente sombria, de Mariana Enriquez
A obra apresenta doze histórias em que o mal está à espreita e monstros emergem sem aviso nos cenários mais corriqueiros de grandes cidades ou vilas remotas. Uma mulher conversa com fantasmas que vagam pelo subúrbio de Buenos Aires: o de sua própria mãe, que morreu de uma doença terrível, os de adolescentes assassinadas na rua, o de um ladrão pego em flagrante e o de um menino que escapou de um sequestro. Em uma cidade que perde habitantes desde que o trem parou de circular, um casal de férias visita uma exposição na estação abandonada, onde conhece telas perturbadoras de um autor ainda mais aterrorizante. Voluntários de uma ONG que distribui alimentos em bairros pobres são perseguidos por crianças com olhos escuros assustadores. Em meio ao desaparecimento de uma jovem em um hotel de Los Angeles, cujas imagens arrepiantes circulam on-line, uma jornalista investigativa acaba confrontando outra lenda local.
Casas estranhas, de Uketsu
Com sua estreia na literatura de horror, o misterioso autor e youtuber japonês Uketsu se tornou um fenômeno editorial no país. E, em maio, os leitores brasileiros vão desvendar os segredos macabros escondidos em residências aparentemente comuns de Tóquio. À procura de um novo lar, um casal encontra aquela que parece a casa perfeita para a família. No entanto, ao descobrirem um cômodo secreto no imóvel, eles pedem a ajuda de um conhecido fascinado por ocultismo para investigar o que poderia ser o espaço. Aliado a um especialista em arquitetura, ele se debruçará sobre as plantas baixas e criará diversas teorias sobre o que pode ter ocorrido na casa.
Mas, quando a vizinhança do imóvel se torna a cena de um crime perturbador, os dois vão perceber que a verdade pode ser ainda mais aterrorizante do que imaginavam.
O massacre da família Hope, de Riley Sager
Décadas depois de um crime brutal ter assolado o estado do Maine, a cuidadora de idosos Kit McDeere é escalada para trabalhar na mansão em que tudo aconteceu e ser a responsável por Lenora Hope, única integrante da família que sobreviveu e a principal suspeita dos assassinatos. No entanto, por falta de provas, a investigação foi obrigada a considerá-la inocente. Aos setenta anos, incapaz de falar e presa a uma cadeira de rodas, Lenora utiliza uma máquina de escrever para contar sua versão da história. À medida que Kit descobre mais informações sobre o caso, começa a desconfiar de que sua paciente é mais perigosa do que parece.
Para o pai fã de investigação:
Slow Horse, de Mick Herron
Inédito no Brasil, Slow horses inspirou a primeira temporada da aclamada série homônima, produzida pela Apple TV+. O livro que inicia a saga literária best-seller de Mick Herron apresenta uma equipe de agentes fracassados, os slow horses, que foram exilados do alto escalão do Serviço Secreto britânico após cometer algum deslize. Relegados ao limbo da Slough House, onde estão fadados a realizar atividades burocráticas e inúteis e a rememorar seus erros, são comandados pelo desleixado e perspicaz Jackson Lamb e não nutrem esperanças de voltar à sede do Serviço.
Mas, quando um jovem é sequestrado e ameaçado de decapitação ao vivo na internet, os slow horses, apesar da fama de pangarés, enxergam uma oportunidade de redenção — e farão qualquer coisa para consegui-la.




