Entrevista: O crescimento dos romances e novidades com Babi A. Sette

Desde novidades até o crescimento dos romances, Babi A. Sette compartilhou um pouco de seu processo de escrita e futuro trabalho. Aliás, a autora nos mostrou a importância do romance e como impacta os leitores brasileiros. Com exclusividade ao Manual Geek também nos contou um pouco sobre seu próximo livro:
Veja também-Resenha: O beijo da neve, de Babi A. Sette
Pra começar, Babi, conta pra gente: o que te levou a escrever romances? Sempre soube que queria ser escritora?
Fui apaixonada por romances, assim, desde pequena. Então, os desenhos com romances, os contos de fadas, os filmes mais infantis com romances, sempre foram, assim, o gênero favorito. E aí, eu sempre amei escrever. Então, juntei as duas coisas. Demorei pra entender que, né, que isso podia funcionar assim. Mas, quando eu entendi, eu falei, é isso que eu nasci para fazer. É escrever histórias de amor.
Você transita entre romances de época e contemporâneos com muita delicadeza. Como é o seu processo para mudar de um estilo para o outro?
Eu, assim, eu não sei, né. Como leitora, a gente, às vezes, fica muito fixo no gênero.E a gente ama aquele gênero. E, eventualmente, a gente lê muito aquele gênero. E até que esse gênero cansa. Mas, assim, é legal alterar também as letras, né. Eu sempre gostei de, de repente, ler vários romances de época, passar uma fase lendo muito, depois dar uma pausa e ler romances mais contemporâneos, romances mais jovens. Até, às vezes, um romance suspense e tal. E aí, com o autor, é igual, gente. Mas, no meio, as mesmas sensações, né. Eu acabo de escrever, às vezes, um romance de época e eu tô com saudade de escrever um romance contemporâneo.
Eu acabo de escrever um romance contemporâneo e eu fico… Ai, que delícia! Um romance de época agora, sabe? E, pra mim, eu não sei, vira uma chavinha mesmo na cabeça. Quando eu tô escrevendo época, eu tenho um jeito ali de narrar. E essa coisa vai meio que automática, né. Porque romance de época é uma linguagem mais formal, é uma linguagem normalmente narrada em terceira pessoa. E um romance contemporâneo é mais jovem, mais atual. Então, mas é muito louco, porque parece que liga e desliga uma…parece um clique e a coisa flui bem naturalmente.
Existe uma preferência?
Teve uma época que eu era muito fã de romance de época. Até que, eu acho que eu passei tantos anos lendo, praticamente, só romance de época e tantos anos só escrevendo e eu dei uma cansada mesmo do gênero. E agora, eu tô há mais ou menos dois anos que eu não leio mais romance de época. Hoje em dia, meu coração tá pendendo para um romance jovem, meu coração de autora e de leitora, sabe?
Tem algum outro gênero que você gostaria de escrever também?
Sim, há anos e eu acabei de escrever. Eu amo muito fantasia e eu sempre sonhei, há anos eu tenho uma ideia que eu fico com vontade. Mas eu, ao mesmo tempo que eu já tinha começado, nas duas ou três vezes e nunca tinha engatado, assim. Até que eu falei “Não, agora vai”. Eu me senti na Disney, na terra da magia, gente! Eu me inspirei pelo ambiente, por tudo. E eu escrevi minha primeira romantasia
Seus livros têm personagens femininas fortes e apaixonantes. Você costuma se inspirar em alguém para criá-las?
Eu acho que é sempre uma mistura daquilo que eu incluo. Antes de começar a escrever, eu sempre crio um script na minha cabeça e monto como vai ser essa personagem, os sonhos dela, os medos dela. E aí eu acho que a personalidade dela vai se moldando muito conforme eu vou escrevendo. Nos três primeiros capítulos são bem decisivos para esses personagens para encontrar a voz
Se você pudesse escolher um livro seu para ganhar uma adaptação, qual seria? E quem você escolheria para estar no elenco?
Essa me pegou. A promessa da Rosa e O Beijo da Neve. Em A promessa da Rosa, eu escolheria a Margot Robbie, bom, se pudesse expandir assim para um elenco hollywoodiano. E o duque de Belmont, tem um modelo como ator, mas que foi meio que o meu avatar, se chama David Gandy. Já a Ninaseria uma atriz da Globo e Elyan seria o Henry Cavill um pouco mais novo.
Como você enxerga o crescimento da literatura romântica nacional?
Sim, eu acho que cada vez mais eu acho que o romance é um gênero muito lido mundialmente. Muitos anos e talvez, talvez não hoje, com toda certeza, o gênero mais lido no mundo literatura romântica e de vários gêneros, seja como via, seja um romance de época, seja um romance fortíssimo, né? Até porque o leque de romances é muito grande de suspense e romance, e eu acho que os leitores nacionais também estão muito, muito engajados e muito dentro do universo de romances. E é maravilhoso ver histórias de amor. E muitas vezes as histórias de amor são muito mais amplas do que só um relacionamento entre um casal. Você tem ali superações pessoais, outros tipos de amor e falar sobre é bom demais.
Muitos dos seus livros falam sobre amor, mas também sobre recomeços, dor, cura. Como essas ideias surgem?
Eu sempre tento mesclar, né? Algo que traga uma leveza, frescor, encantamento, cômicos. Momentos mais leves, mais quentes. Mesmo com um drama pessoal, com uma história de superação. Uma história que torna essas personagens mais humanas do que a vida. É sobre isso, sobre a gente vencer desafios, sobre gente, passar por conflitos e superá los ou não. Infelizmente, tem muita dificuldade de superação deles. Então eu acho que os conflitos na história grandes, a parte que traz uma carga emocional maior e isso torna os personagens mais humanos. Para mim, isso é algo que logo no começo eu sempre tento dar uma equilibrada mesmo. Sabe, juntar mesmo assim, na hora que eu estou criando o livro na minha cabeça, porque não coloco no papel o fato de ter um papel antes, mas na hora acaba criando os personagens e os seus sonhos e motivações, né?
Você comentou que vai lançar uma romantasia. Pode nos dar um pequeno spoiler?
É uma romantasia que vai se passar toda entre Escócia e Noruega e é uma mistura de alta e baixa fantasia onde o mundo mágico vai ser ser inserido na história de maneira gradual, conforme a personagem, que é orfã e ela está se pós graduando em linguística. E conforme essa personagem começa a buscar as origens dela, que tem relação com a tese que ela está desenvolvendo pós graduação.
E ela vai sempre encontrando pistas e situações que vão levando ela a entrar nesse universo mágico que é uma terra mágica que se chama Alfheim, composta por nove ilhas, habitada por feéricos Elementais e humanos que são bruxos. E aí ela vai conhecendo o passado dela através de viagens na memória de uma outra personagem que é muito importante, que é a mãe dela, que é uma grande sacerdotisa e é uma grande sacerdotisa, famosa inclusive nas lendas arturiana que é a Morgana.




