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Antes mesmo de ir para o Disney +, o musical Hamilton já havia mudado a história da Broadway. Isso porque já tinha conquistado 11 Tonys, um Grammy e um prêmio Pulitzer. Desde sua estreia off-Broadway, em janeiro de 2015, faturou quase US$ 700 milhões em bilheteria, contando apenas a montagem nova-iorquina da peça. Ganhou versões fixas em Londres, Chicago e Los Angeles, além de uma companhia que passa o fazendo tour por cidades dos Estados Unidos. Isso contando com Alemanha e Austrália. Mas é bem mais que isso. A obra criada por Lin-Manuel Miranda se tornou um dos maiores fenômenos da cultura pop do século XXI.

Para quem não está tão familiarizado, a produção conta a a vida do pai-fundador americano Alexander Hamilton, um dos responsáveis pela formação dos Estados Unidos. Além de ter sido o primeiro tesoureiro do país. Inspirado pela biografia de 2004 do historiador Ron Chernow, vemos toda a sua carreira, junto com o nascimento dos EUA. Tudo isso ao som de uma inovadora mistura de rap, jazz, R&B e música pop.
Afinal porque tanto sucesso?!

Lin-Manuel Miranda criou o conceito de sua peça para contar “a história dos EUA da época através dos EUA atual”. Baseando-se na ideia de que Alexander Hamilton tinha o hábito de escrever para escapar das adversidades da vida, o criador Miranda percebeu o paralelo entre a vida do político e de diversos rappers. Mas, além disso, Miranda trouxe destaque para as minorias em seu elenco. Na maioria das montagens do musical, nomes como George Washington, Thomas Jefferson e Aaron Burr são interpretados por homens negros.

Outras peças clássicas já haviam adotado o estilo de seleção “color-blind”, em que o responsável pelo casting não se importa com a raça do ator na hora de escolher o personagem. Mas este não é o caso. Aqui, há a opção deliberada por escolher homens e mulheres não-caucasianos para interpretar os pais-fundadores dos Estados Unidos e suas famílias. Quase 100% da peça é formada por atores negros, de origem latina ou asiática. E isso em todas as versões do elenco e em todas as montagens.

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Com os poucos trechos de apresentações disponíveis na internet, em premiações como o Grammy e o Tony, dá para ter uma ideia de como os figurinos e coreografias impressionam. Mas só as músicas de “Hamilton”, disponíveis no Spotify, valem a pena. Pois são canções que poderiam tocar no rádio, misto de rap, balada e músicas pop que estariam no repertório de Beyoncé. Incluindo que foram executadas por um elenco e tanto. Daveed Diggs canta a música mais rápida da história da Broadway, “Guns and Ships”, com 6,3 palavras ditas por segundo. Enquanto que Renée Elise Goldsberry não fica atrás em habilidade com a linda “Satisfied”. As canções são tão boas que a Atlantic elegeu o disco como o melhor de 2015.

Sem dúvida, Hamilton realiza uma idealização do passado. Mas isso é algo que os Estados Unidos sempre fez. A diferença é que Hamilton idealiza um passado mais diverso, representativo, feminino e empoderador, sempre olhando para o futuro. É claro que existem mais qualidades a respeito do musical. No entanto, a melhor parte é sentar e se jogar em um universo completamente único. Afinal, não podemos desperdiçar nossa chance de uma nova perspectiva.

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