Demon Slayer: Castelo Infinito inicia a trigolia final com batalhas épicas

O primeiro filme da trilogia que vai adaptar o arco final do mangá de Demon Slayer já está disponível nos cinemas. Demon Slayer: Castelo Infinito marca o início da guerra entre os Onis e os Hashiras, além de todo o Esquadrão de Caçadores de Demônios. Vamos então falar o que eu achei desse filme?
Demon Slayer: Castelo Infinito
Em Demon Slayer: Castelo Infinito, Tanjiro, os Hashiras e todo o Esquadrão de Caçadores de Demônios são puxados para dentro do Castelo Infinito, um lugar surreal e labiríntico que parece vivo. É basicamente a fortaleza dimensional dos onis, comandada por Nakime, a Lua Superior Quatro. Este lugar nada mais é que o cenário da batalha final contra os demônios, principalmente Muzan Kibutsuji.
Ação e confrontos pessoais
O filme já se inicia com o desenvolvendo desse arco e mostrando os confrontos entre os Hashiras e os onis. As cenas de ação são muito intensas e não poupam os detalhes sanguinolentos, nem a falta de piedade na hora das mortes. Entretanto, os confrontos pessoais são o que mais se destacam, como o reencontro de Tanjiro e Akaza, Zenitsu e Kaigaku, e Shinobu e Doma, o responsável pelo assassinato de sua irmã.
Uma coisa que me chamou atenção foi a evolução e o amadurecimento de Tanjiro. É óbvio que ele não é mais o rapaz ingênuo dos primeiros arcos, nem apenas aquele que treina para se tornar forte. Neste filme ele sofre, toma decisões friamente, mergulha em memórias e enfrenta o inimigo de igual para igual. Há uma cena em que a questão do “estado emocional” dele se torna decisiva para poder lutar. Nezuko, por sua vez, não tem tanto tempo de tela, mas ainda traz seu peso simbólico ao aparecer lutando contra si mesma para recuperar sua humanidade.
Agora, os vilões ganham muito destaque, com direito a flashbacks de seus passados para mostrar como chegaram naquele momento. Além de Akaza, Doma é uma das Luas Superiores mais aterrorizantes: puro terror e crueldade, uma mistura de manipulação emocional com frieza. A contraposição entre Akaza, que sofre com culpa e se lembra de sua vida humana, e Doma, que parece mergulhado na monstruosidade quase sem remorso, cria uma tensão moral interessante.

Mas nem tudo é 100% bom
Entretanto, existem algumas coisas no filme que não funcionam. Afinal, um longa de 2h35 dificilmente seria 100% impecável. Em alguns momentos, o excesso de flashbacks pesa na história e a deixa arrastada. Embora sejam úteis para conectar traumas antigos e mostrar por que cada personagem reage como reage, eles às vezes quebram o ritmo. Você sai de uma cena de ação intensa para uma memória longa que acaba causando uma queda de tensão na luta.
Outro ponto é que, por ser o primeiro de três filmes finais, o encerramento da história fica só parcialmente entregue, algo que eu já imaginava. O problema é que ele acaba não sendo tão impactante quando comparado aos finais anteriores.
Conclusão empolgante
No fim, acho que Demon Slayer: Castelo Infinito é um filme muito bem-sucedido e muito bem produzido. O que só comprova a força que essa história possui. Além disso, nada melhor que uma batalha com muita emoção, personagens fortes, perdas reais e visual de tirar o fôlego. Vale ressaltar que a classificação é de +18 anos. E aí, quem está ansioso para o próximo filme?




