Conheça os lançamentos da Record em Maio

Diante de novidades marcantes e inéditas, vamos conferir todos os lançamentos da Record em Maio. Afinal, teremos obras como Um estudo da obediência, de de Sarah Bernstein. Sem contar, a literatura de cura, A biblioteca do gato preto, de Sanaka Hiiragi. Por isso, vamos falar sobre os os lançamentos da Record em Maio:
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Um estudo da obediência, de Sarah Bernstein
Em Um estudo da obediência, uma jovem mulher abandona seu emprego em um escritório de advocacia e se muda para um lugarejo remoto ao norte, terra de origem de seus antepassados, para ajudar a cuidar da casa de seu irmão, que foi recentemente deixado pela esposa.
Entretanto, logo após sua chegada, uma série de acontecimentos inexplicáveis começa a ocorrer: um episódio de histeria coletiva entre o gado; a morte de uma ovelha e de seu cordeiro prestes a nascer; a estranha gravidez de uma cadela das redondezas; uma praga nas plantações de batata. A desconfiança dos moradores locais contra forasteiros recai de modo intenso sobre ela, que percebe que está sendo acusada de algo que desconhece, em um idioma que não entende.
À medida que a hostilidade aumenta, o medo a invade: até onde isso poderia chegar? O que seus vizinhos seriam capazes de fazer?
Ratos e homens, de John Steinbeck
Eles são uma dupla improvável: George é “pequeno e rápido, de cara fechada, com olhos inquietos e traços marcados, fortes”; e Lennie é seu oposto, um sujeito enorme com a mente de uma criança. Entretanto, de certa maneira, eles construíram uma família, juntos, apesar da solidão e da alienação. Trabalhadores braçais dos campos poeirentos da Califórnia, eles se viram como podem, com uma mão na frente e outra atrás. Mas George e Lennie têm um plano: serem donos de uns alqueires de terra e de uma choupana que possam chamar de sua.
A biblioteca do gato preto, de Sanaka Hiiragi
As portas dessa biblioteca mágica só se abrem para quem chegou ao limite. Para Chisa, esse momento é agora. A poucos dias de seu casamento, ela vê o mundo desmoronar: sem noivo, sem emprego e sem uma casa para morar, ela caminha pela cidade mergulhada na mais profunda desilusão. É então que, em um beco, o improvável acontece: um enigmático gato preto surge em seu caminho e pergunta se aquele é o pior dia da vida dela.
Ao responder que sim, Chisa é transportada para uma biblioteca misteriosa, um refúgio fora do tempo e da lógica. Lá, a regra é clara: ela só poderá partir quando conseguir colocar a própria história no papel. Entre estantes infinitas e uma imensidão de livros, Chisa encontra outras almas feridas, pessoas singulares como ela, cada uma carregando arrependimentos, escolhas não feitas e sonhos interrompidos, todas em busca de uma segunda chance.
Leia também-Conheça A biblioteca do gato preto, da Bertrand Brasil
Aqueles que estão prestes a morrer, de Harry Sidebottom
Vestido com armadura e empunhando uma espada ensanguentada, o gladiador romano tornou-se uma das figuras mais icônicas da Antiguidade. Fascinante para nós hoje, ele sempre esteve no centro da cultura local, mas foi em sua época um personagem controverso, em igual medida odiado e idealizado.
O historiador Harry Sidebottom conduz o leitor por um dia completo no Coliseu, reconstruindo a vida e o imaginário desses homens, desde a cena libera, o último jantar público em que se deitavam para comer como reis diante de uma multidão faminta, até o momento decisivo do duelo na arena.
The Rolling Stones: Sessenta anos (Edição revista e atualizada), de Christopher Sandford
Em 1962, Mick Jagger era um garoto brilhante com um belo futuro pela frente, enquanto Keith Richards aprendia a fumar e a atirar. Adicione a essa dupla o delinquente Brian Jones, o mulherengo Bill Wyman e o bom menino Charlie Watts, e a primeira formação da maior banda de rock de todos os tempos em atividade está pronta para estourar. The Rolling Stones conta como essa improvável “gangue” se encontrou e continuou unida para fazer música e história.
Durante as décadas de 1960 e 1970, os Rolling Stones ficaram conhecidos como as figuras mais proeminentes e controversas da Grã-Bretanha: eram admirados pela verve, a criatividade e o estilo de vida libertino, e rechaçados pelos mesmos motivos. Ninguém esperava que chegassem aos trinta anos de idade, muito menos aos sessenta anos de carreira, comemorados em 2022 com um documentário da BBC de quatro episódios e uma nova turnê pela Europa. Da formação original, só restaram Jagger e Richards, assim como o novato Ron Wood, que chegou à banda em 1975.
D. Quixote: Cervantes, Portinari, Drummond, de Carlos Drummond de Andrade
A influência de Dom Quixote , romance de Miguel de Cervantes publicado em 1605, é incomensurável. E sua permanente popularidade foi, em parte, ampliada pelo prestígio que teve no mundo das artes ― de Pablo Picasso a Dostoiévski, foram muitos os artistas inspirados pelo livro. No Brasil, o clássico foi o ponto de partida para uma parceria icônica entre Carlos Drummond de Andrade e Candido Portinari, cujo resultado é este D. Quixote: Cervantes, Portinari, Drummond .
Concluída em 1956, a incrível série de 21 desenhos que Portinari fez sobre Dom Quixote só ganhou a companhia dos poemas de Drummond em 1973. Mas a obra circulou pouco, apenas em edições dirigidas e de tiragem limitada. Agora, setenta anos depois de o pintor brasileiro concluir as ilustrações, o livro ganha uma edição comercial e acessível.
Na obra, Drummond e Portinari criam peças que de alguma forma acompanham o roteiro de eventos do romance, como as batalhas imaginárias de Quixote, o amor dele por Dulcineia e as trapalhadas com o esquálido cavalo Rocinante. Já no poema de abertura, “Soneto da loucura”, Quixote apresenta ao leitor seu estado mental divagante, imaginando um “tropel de batalhas jamais vistas”. Já o poema “Convite à glória” é todo feito em diálogos, com o fidalgo tentado convencer um ainda ressabiado Sancho Pança a embarcar na jornada contra o mal, prometendo-lhe uma ilha de esmeraldas como recompensa.




