Resenha: Casa de raízes e ruínas, de Erin A. Craig

Casa de raízes e ruínas, de Erin A. Craig, é o segundo livro da série que conta a história das irmãs do Sal. O primeiro livro, Casa de sal e lágrimas, foi um dos meus favoritos de 2025, então eu estava muito animada com o segundo. Mas será que ele consegue superar o primeiro? Vem comigo saber mais!
Conheça a história de Verity Taumas
Verity é a caçula das irmãs Taumas e sempre sonhou em viver grandes aventuras longe das terras da família. Porém, mesmo após atingir a maioridade, ela continua protegida na mansão Highmoor, limitando-se a pintar as pessoas que conhece e os cenários que a cercam.
Mas tudo muda quando a jovem recebe um convite irresistível do distante reino de Florice para pintar o retrato de Alexander Laurent, o futuro duque da região.
Empolgada, Verity aceita a oferta com a alegria de quem enfim realizará um grande sonho. Porém, na tentativa de dissuadi-la, sua irmã mais velha, Camille, revela um segredo guardado há tempos: Verity ainda é assombrada pelos acontecimentos traumáticos do passado e consegue ver e conversar com espíritos.
Atordoada com a revelação, ela decide ir contra a irmã e parte para Florice, onde se apaixona pelos campos verdejantes e floridos. Além disso, logo se vê atraída pelo charmoso, inteligente e lindo Alexander. A vida parece ser um verdadeiro conto de fadas; contudo, a beleza e os mistérios da mansão onde se hospeda, somados aos pesadelos que a torturam à noite, não deixam Verity pregar os olhos.
+ Resenha: Casa de Sal e Lágrimas, de Erin A. Craig
Um universo rico e fascinante
Como disse no início do texto, eu estava com as expectativas bem altas com essa leitura, uma vez que o primeiro livro foi espetacular e o segundo era focado em uma personagem que tinha todo um ar fantástico e misterioso. Afinal, Verity vê espíritos e não sabe diferenciá-los. Porém, o que tinha tudo para ser mais uma história marcante acabou me deixando com sensações de altos e baixos. Às vezes eu estava amando a história, e em outras ficava bem irritada com a protagonista.
Falando primeiro dos detalhes positivos, Erin A. Craig continua entregando um mundo extraordinário e extremamente rico. O universo criado para a história das irmãs do Sal vai muito além de um romance ou de uma história de fantasia tradicional. A autora mistura crenças, deuses e uma mitologia riquíssima. Sem dúvidas, esse é o ponto alto de todo o livro, porque você fica presa naquela história e quer saber cada vez mais sobre a cultura criada por Craig.

Mistério, ação e reviravoltas
Além disso, a história como um todo é muito instigante e conta com personagens bem construídos. Mesmo sendo bem óbvio desta vez quem é o vilão, a narrativa ainda prende e deixa o leitor sem fôlego em diversas situações. E mesmo sendo uma romantasia, o livro é repleto de momentos de ação, cenas de romance, mas também de momentos inteligentes que deixam tudo ainda mais intrigante. Claro também possui muitas reviravoltas que fazem a história ganhar um ritmo frenético já na reta final, praticamente até a última página.
Agora, a única coisa que realmente me incomodou foi a protagonista. Eu tenho um certo problema com protagonistas jovens, mas, sei lá, acho que eu estava esperando muito mais da Verity. Achei ela uma protagonista sem muita personalidade e muito receosa com tudo. Eu esperava uma pessoa que lutasse mais por suas vontades do que realmente ela mostrou ali. Obviamente isso não estraga a experiência de leitura. É mais um problema pessoal meu do que da história em si.
Contudo, creio que os outros personagens acabaram salvando bastante todo esse meu problema com a protagonista. Afinal, Vicktor e Julian deixaram a história ainda mais emocionante e misteriosa. Sem dúvidas, foram meus personagens favoritos, principalmente por serem complexos e misteriosos. Além disso, Alex também é um personagem bem cativante. Ele é bem diferente dos outros dois, mas ainda assim é um personagem que agrega à história.
Você precisa ler Casa de raízes e ruínas
No geral, eu senti que Casa de raízes e ruínas é bom e faz jus ao primeiro livro. Mesmo não sendo tão impactante quanto o primeiro, ainda é uma história bem elaborada e com reviravoltas que fazem a narrativa ganhar um gás e continuar prendendo o leitor. Também sinto que a autora quis trazer um novo olhar para esse universo ao sair das Salinas, o que foi maravilhoso, porque sem dúvidas nos deixa com um gostinho de quero mais desse universo.
O final entrega tudo: cenas de ação, juras de amor, assassinato e uma reviravolta cheia de teorias que podem ser trabalhadas em um terceiro livro. Se eu estou animada? Sem dúvidas. Mal posso esperar por um próximo livro.



