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Três das grandes editoras brasileiras fazem aniversário em 2017: Companhia das Letras, Editora 34 e Zahar. O espaço da Bienal, Café Literário, proporcionou um encontro com editores dessas três editoras. O bate-papo durou cerca de uma hora e meia e teve como convidados Luiz Schwarcz, Companhia das Letras, Cristina Zahar, Editora Zahar e Alberto Martins, Editora 34. Eles falaram um pouco da história de cada editora, perfil editorial e dos grandes sucessos das últimas décadas.

Além desses assuntos, os convidados também conversaram sobre outras questões e uma delas foi a literatura comercial, que muitas das vezes é vista de forma preconceituosa e pejorativa entre os leitores. Schwarcz deixou claro que vivemos um momento de diversidade e um dos pontos é entender que nem tudo que não gostamos perde a qualidade por conta disso. Não importa se é livro de ficção, biografia ou livro de youtuber, deve-se respeitar a opinião e a leitura e é isso que as editoras vem fazendo. Elas não “se venderam” para esse público, elas querem abraçar esse público que também quer seu espaço.

E em um país que cada vez se lê menos, é importante ressaltar o que chama atenção desses jovens. No caso da Editora Zahar são seus famosos clássicos, que atingem um público de todas as idades, e pensando nisso a editora preparou essas edições também de forma que fosse acessível para chegar aos jovens que não tem muitas condições. E o retorno é muito gratificante. Cristina ainda confirma que o universo de Harry Potter abriu sim as portas para um novo público de leitores, que talvez algumas editoras ainda não tinham percebido.

Outro assunto comentado foi sobre os livros digitais, os e-book, que tinham tudo para ter grande força no Brasil, mas não é bem isso que acontece. Em números, os livros de e-book representam cerca de 5%, se contarmos com todo mercado literário não chega a 1%. No geral ele cresce apenas 0,5 ao ano, número bem assustador para um pais que cresce consideravelmente em tecnologia, mas aqui talvez a questão seja a falta de incentivo do governo. Os três afirmaram que acharam que existira o BAM dos e-book depois da proposta de incentivo ao digital nas escolas, mas como não aconteceu, a ideia do digital ficou parada.

Para finalizar o bate papo foi colocado na mesa como os autores brasileiros são vistos lá fora. Luiz Schwarcz explicou que são vistos de forma agradável, as pessoas gostam, mas ainda não existiu nenhum livro que realmente impactasse o cenário e fosse a porta de entrada para a literatura brasileira no exterior. E mesmo com as vendas significativas ao redor do mundo de Paulo Coelho, ainda não é suficiente. Mas ele deixa claro que isso não desmerece o trabalho dos autores nacionais, e que as editoras devem associar-se e tentar divulgar ao máximo a suas obras nacionais para expandirmos a literatura brasileira.

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