A Dama de Companhia: Uma série de romance, intrigas e um toque de comédia

A Dama de Companhia: Uma série de romance, intrigas e um toque de comédia

Saudades de uma série ao estilo Bridgerton, mas com o foco em comédia? Então, A Dama de Companhia, da Netflix, é a dica perfeita! Com uma história envolvente e um toque divertido, essa produção espanhola tem tudo para te conquistar assim como me conquistou.

Uma dama de companhia que tem muito a ensinar (e a esconder)

A Dama de Companhia é uma série espanhola de comédia e romance ambientada na Madri do final do século XIX. A trama acompanha Elena Bianda, uma dama de companhia renomada por auxiliar jovens de famílias nobres a conseguirem bons casamentos. Ao ser contratada pelo viúvo Mencía para orientar suas três filhas — Alicia, Sara e Carlota —, Elena se vê em meio a um turbilhão de emoções e desafios, especialmente quando um triângulo amoroso entra em cena.

Criada por Gema R. Neira e María José Rustarazo, A Dama de Companhia estreou na Netflix em março de 2025 e, por enquanto, possui uma temporada com oito episódios. A produção mergulha nos costumes e convenções sociais da época, explorando temas como amor, moralidade e as restrições impostas às mulheres na sociedade do século XIX.

Carlos Sedes e Claudia Pinto ficaram responsáveis pela direção. Vale destacar que eles são conhecidos por seu trabalho em outras produções de época que capturam com precisão a atmosfera histórica. E posso afirmar que essa série não foi diferente.

Visual impecável e um manual de sobrevivência

O conjunto visual da série é delicioso de acompanhar. Tudo é muito claro, colorido, com imagens bem saturadas, diferente do que estamos acostumados em histórias de época, que geralmente apresentam tons opacos. Os figurinos são impecáveis e cada personagem tem uma cor predominante em seu vestuário, ajudando a compor a identidade.

Ainda falando da parte técnica, gostei muito da forma como os episódios foram estruturados. Eles são divididos como títulos de um “manual de sobrevivência para damas de companhia”, o que adiciona um charme especial à narrativa. Inclusive, se a série se chamasse Manual para Damas de Companhia, faria total sentido, pois até mesmo as intervenções da protagonista explicando os eventos reforçam essa ideia.

Drama, mistério e… um triângulo amoroso “questionável”

Agora falando do enredo… Confesso que, no início, eu simplesmente amei. Além de termos o drama da filha mais velha que foi abandonada no dia do noivado, também há um mistério sobre quem realmente é Elena Bianda. Afinal, ela guarda um segredo, e a pessoa que sabe de tudo acaba de chegar à cidade. Ou seja, temos um coração partido e um mistério para resolver.

Não vou mentir dizendo que não gostei do desenvolvimento; muito pelo contrário, fiquei tão vidrada que nem percebi quando o último episódio chegou. No entanto, acredito que a trama poderia ter sido melhor trabalhada. Quando descobrimos o segredo de Bianda, a história de outra aia se torna muito mais interessante do que a dela.

O triângulo amoroso também me pareceu um tanto quanto forçado. O carinha passou a vida inteira apaixonado pela amiga e, de repente, desiste de tudo porque conheceu outra mulher. Foi tudo muito rápido e superficial. No final, a história da Sara acabou sendo muito mais impactante do que a da própria protagonista.

Vale a pena assistir?

A Dama de Companhia é uma série rápida e envolvente, que mistura romance, intriga e crítica social, oferecendo um retrato das complexidades das relações humanas em uma época de normas sociais rígidas. Mesmo com falhas no roteiro, ainda é uma ótima pedida para quem gosta de romances de época com uma pegada moderna. Se você curte histórias cheias de emoção e personagens cativantes, vale a pena dar uma chance!

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