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Queer Eye

Queer Eye

É fato que programas de transformação já são batidos na televisão. Os chamados makeovers seguem uma estrutura básica de pegar alguém com determinados problemas e ajudá-lo a se recompor de acordo com o que programa considera ser o ideal de vida.

Dessa forma, a nova versão de Queer Eye não inova, em algum momento chega a ser até bem previsível. Entretanto, o que faz do reality tão especial é que, por trás de toda as ações transformadoras, o que importa mesmo são as histórias daqueles personagens e como cada um reflete sobre sua vida e sua visão de mundo.

Sobre a série:

Repaginada do vencedor do Emmy Queer Eye for the Straight Guy, de 2003, a série segue a mesma linha. Porém,ao invés de lidar somente com homens héteros, também ajuda gays, que têm problemas de aceitação. Ao não fechar o leque, o programa abre espaço para histórias enriquecedoras e evita cair no estereótipo de homens gays.

Cinco homens, cada um especializado em uma área diferente (vestuário, culinária, higiene pessoal, cabelo, design de interiores, cultura), tentam ajudar outros a organizar a vida. Karamo, Antoni, Bobby, Jonathan e Tan são os novos Fab Five, e com um entrosamento que jamais soa forçado, os amigos vão interagindo com personagens peculiares e diferentes uns dos outros.

Elenco:

Queer Eye
Karamo Brown, Jonathan Van Ness,Tan France, Antoni Porowski e Bobby Berk

Jonathan Van Ness- Cuida da aparência física e com um carisma natural e uma simpatia magnética. É impossível não prestar atenção ou sentir qualquer coisa próxima de tédio com ele. Além disso, Jonathan executa seu trabalho com maestria, quase sempre transformando totalmente barbas, cabelos e peles em looks perfeitos.

Karamo Brown– Especialista em cultura e comportamento, é responsável por conduzir a temática de cada episódio. Ele apresenta discussões sobre confiança em si mesmo,violência policial contra negros, catolicismo versus homossexualidade, e  outras questões.

Bobby Berk- Cuida do design de interiores e transforma a casa do ajudado em um lugar incrível e personalizado. Inclusive, ele é responsável por um grande episódio, no qual ele confronta sua criação religiosa e preconceituosa ao atender ao pai de uma gigante família católica.

Tan France– Cuida do estilo e das roupas e é responsável por aumentar a perspectiva de mudança e superação pessoal. Além disso,ele ensina uma maneira de se conectar com as roupas que vestimos, sem ser superficial. Contudo, um grande momento foi quado consegue se conectar com Neal, um indiano, e trazer à tona questões culturais importantes para a transformação.

Antoni Porowski-Cuida da culinária e hábitos alimentares, dando dicas simples e práticas.Porém, no episódio 4, Tan convida Antoni a conversar com o homem auxiliado pelo grupo. Um homossexual que ainda está no armário, e o “cozinheiro” apresenta uma troca de experiências completamente fora da sua área.

Importância:

Assim como os próprios produtores disseram, se no início dos anos 2000 eles buscavam tolerância, agora buscam aceitação. É válido lembrar que na primeira versão, George W. Bush era presidente, casamento gay era proibido e lutar pelos direitos LGBT+ era mais revolucionário. Se toda a mudança ainda dão agilidade à narrativa, são nos discursos e diálogos que a série ganha força.

Nesse quesito, a nova versão é infinitamente melhor do que o seu original. Já que trabalhava o estereótipo gay de maneira um pouco incômoda e sempre dava a impressão de que héteros são burros.

Por isso, o que mais impressiona em Queer Eye é sua capacidade do olhar humano. Os cinco atores principais são humildes e não tentam ofuscar o verdadeiro objetivo do programa, que é ajudar o outro. Assim, fica muito fácil chorar com os personagens que vão surgindo. Pois eles são tratados com respeito e cuidado.

Mesmo que no início haja uma clara tentativa de fazer humor, no decorrer dos episódios há uma delicadeza para que eles não mudem a personalidade de ninguém. Apenas faz com que eles encontrem a luz no fim do túnel que somente eles não viam.

Conclusão:

Com um grande acerto no roteiro, em nenhum momento o público se sente enganado ou manipulado. Já que as reações são verdadeiras e o tom político faz dele algo relevante não somente para o período crítico dos Estados Unidos, mas para todo mundo. Queer Eye, no fim, mostra que nós temos diversas oportunidades para aprender, crescer e conhecer uma nova mudança. Basta exercitarmos a empatia, seja no mundo hétero ou gay.

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