Jesy Nelson ex integrante da banda Little Mix, deixa o grupo após 9 anos sofrendo bullying na internet

Demorei um tempo pensando em como eu poderia abordar esse assunto sobre a saída da Jesy Nelson da Little Mix. Primeiro porque como fã isso me machuca muito e me deixa devastada, segundo que sabendo o motivo da saída me deixa ainda mais destruída por saber que existem tantas pessoas ruins no mundo que acham que estão seguras por trás da internet e se sentem no direito de magoar as outras. Mas cheguei a conclusão que precisa falar disso aqui.

O tal padrão de beleza

Para quem não conhece, Little Mix é uma girlband britânica que foi revelada em 2011 através do programa The X Factor. As meninas venceram a competição e tornou-se o primeiro grupo feminino a ganhar o programa. Muita felicidade, comemorações e sucesso, mas com isso veio uma tempestade de críticas, que infelizmente esses artistas estão suscetíveis a passar. Entretanto, de todas as quatro meninas (Perrie, Jade e Leigh-Anne) Jesy era a que mais sofria com os ataques na internet.

Por não ser o “padrão de beleza”, principalmente o padrão europeu de ser magra, ela era constantemente atacada nas redes sociais por pessoas que ignoravam o seu talento e ficavam apenas comentando sobre seu peso, seu cabelo, o formato do seu rosto e etc. Em algumas entrevista a artista chegou a comentar que li mensagens que diziam que ela era a “coisa mais feia”.

A real Jesy Nelson

Foram 9 anos lidando com isso, Jesy é uma mulher guerreira por conseguir ficar tanto tempo nessa situação. Porém ela também teve seus momentos de fraquezas. Em 2019 a artista lançou um documentário chamado “Odd One Out“, pela BBC III, que contava tudo que ela sofreu durante esses anos no grupo. Ela narra que por várias vezes pensou em desistir de tudo e que chegou a tentar suicídio. No documentário ela também conversa com outras vítimas de bullying virtual e mostra os impactos que isso pode ocasional na vida de alguém.

No documentário também é possível ver como as companheiras de grupo se preocupavam com a Jesy e como elas notaram essa diferença no seu comportamento. Em um depoimento Jade disse:

“O bullying tirou de Jesy seu amor pela música…”


E infelizmente isso é verdade, durante as últimas apresentações dava para perceber o quanto ela se sentia incomodada com certas roupas. Era como se aquela Jesy de 2011 tivesse desaparecido e dado lugar a uma que não sabia exatamente quem era. No documentário ela volta a dizer que estava vivendo o que os outros queriam e que mesmo assim não conseguia agradar. Ela mesma já não se reconhecia.

É muito triste você ouvir isso de alguém e não importa se é do mais rico ao mais pobre, ninguém deveria passar por isso. Ninguém tem direito de diminuir, humilhar ou menosprezar o outro. Então depois de 9 anos sendo massacrada virtualmente, Jesy Nelson finalmente pensou nela e se colocou em primeiro lugar.

Como fã fiquei muito triste, arrasada, mas de certa forma feliz pela decisão dela de pensar primeiro no seu bem estar, na sua saúde mental. No comunicado oficial publicado no seu perfil no Instagram ela diz:

“Fazer parte da banda tem sido duro para a minha saúde mental. Para mim, a pressão e as expectativas são muito difíceis de lidar. Todos atingimos um momento na vida em que precisamos cuidar de nós mesmos um pouco melhor. Acho que este é meu momento.”

 

 

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Bullying é crime e a internet tem lei

Dito isto, depois de narrar essa história da Jesy, fica aqui o momento de reflexão sobre o bulliyng. Vejo muita gente lidar com “ah, não falei nada demais”, para você não foi nada demais, porém para outra pessoa pode ter sido o suficiente para mexer com todas as suas estruturas. A sociedade e seus padrões já são cruéis demais e ninguém precisa ficar ouvindo ainda mais o que é certp, o que você deve ou não ser. É triste que pessoas como a Jesy precisam abrir mão daquilo que ela mais ama para evitar se magoar ou até mesmo se machucar feio. Imagine quantas Jesy Nelson existem e que não conseguiram ser fortes e não tiveram ninguém do lado para dar forças. A internet não é terra de ninguém,  Cyber Bullying é crime.

Se você quer conhecer mais histórias com essa temática de bullying e padrões de beleza, segue aqui minhas 5 indicações de livros de ficção e não ficção. Vale um alerta que essas história podem conter gatilho!

Por lugares incríveis, Jennifer Niven

Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de “aberração” por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

Minha Metade Silenciosa, Andrew Smith

Sinopse: Stark McClellan tem 14 anos. Por ser muito alto e magro, tem o apelido de Palito, mas sofre bullying mesmo porque é “deformado”, já que nasceu apenas com uma orelha. Seu irmão mais velho, Bosten, o defende em qualquer situação, porém ambos não conseguem se proteger de seus pais abusivos, que os castigam violentamente quase todos os dias. Ao enfrentar as dificuldades da adolescência estando em um lar hostil e sem afeto – com o agravante de se achar uma aberração –, o garoto tem na amizade e no apoio do irmão sua referência de amor, e é com ela que ambos sobrevivem. Um dia, porém, um episódio faz azedar terrivelmente a relação entre Bosten e o pai. Para fugir de sua ira, o rapaz se vê obrigado a ir embora de casa, e desaparece no mundo. Palito precisa encontrá-lo, ou nunca se sentirá completo novamente. A busca se transforma em um ritual de passagem rumo ao amadurecimento, no qual ele conhece gente má, mas também pessoas boas.

Ponte para Terabítia, Katherine Paterson

Sinopse: Na volta às aulas, Jess conhece uma aluna nova: Leslie. Os dois tornam-se grandes amigos e criam um reino imaginário, chamado Terabítia, onde estão protegidos das ameaças da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa.

O mito da beleza – Como as imagens de beleza são usadas contra mulheres, Naomi Wolf 

Sinopse:  As leitoras e os leitores encontrarão exposta a tirania do mito da beleza ao longo dos tempos, sua função opressora e as manifestações atuais no lar e no trabalho, na literatura e na mídia, nas relações entre homens e mulheres e entre mulheres e mulheres. Nomi Wolf confronta a indústria da beleza, tocando em assuntos difíceis, como distúrbios alimentares e mentais, desenvolvimento da indústria da cirurgia plástica e da pornografia.

Dumplin’, Julie Murphy 

Sinopse: Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.
Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca.
Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

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