O avanço dos jogos de vídeo game levou a algo inevitável: competições. Antigamente, no surgimento dos jogos, eles eram menores e mais individualistas, no máximo você conseguia jogar com um amigo dividindo a mesma televisão. Hoje vemos jogos cada vez maiores e mais complexos no seu desenvolvimento. E, juntando o jogo com a internet, que chega a velocidades que não imaginávamos há 10 anos, ficou fácil compartilhar a sua experiência em tempo real com amigos a quilômetros de distância. Com toda essa facilidade se criou um cenário competitivo de jogos conhecido como eSport.

Jogos como League of Legends, DOTA e Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) possuem audiências gigantescas. A procura por eles no Youtube e canais de streaming possuem números que crescem diariamente, distribuídos por muitos países. Os torneios realizados desses jogos atraem um público de invejar qualquer campeonato de futebol disputado no Brasil. Em 2015 foi divulgado pela Riot Games (empresa desenvolvedora do League of Legends) que a audiência do seu campeonato mundial foi de 334 milhões de espectadores. Número que supera a audiência da NBA.

No Brasil já temos competidores de FIFA levando o eSport como profissão. Rafifa, campeão continental, assinou contrato com o PSG e agora representa o time francês nas competições em que participa. O jogador é como qualquer outro funcionário do clube e recebe salário normalmente. Isso é tão levado a sério pelo PSG que ele já até possui um elenco de jogadores profissionais de FIFA, jogadores considerados estrelas nesse cenário. Os jogos de vídeo games estão cada vez mais realistas e detalhados e não podemos pensar nesse time de futebol eletrônico como um luxo. O retorno de mídia do clube e dos patrocinadores acaba se dando naturalmente em todo o mundo, principalmente para os amantes de futebol, ou seja, público dos jogos eletrônicos.

As televisões brasileiras já começam a entender que não se pode menosprezar o poder de atração dos eSports. Crescem os programas destinados a levar informações sobre eles e o número de profissionais envolvidos. A transmissão de campeonatos mundiais e regionais também ganha espaço. O canal Esporte Interativo recentemente comprou os direitos de transmissão exclusiva de duas temporadas da eLeague, e, agora em 2017, transmitiu o torneio de Street Fighter V durante vários dias. A competição contou com um participante brasileiro Thomas “Brolynho” Proença. Podemos notar que as transmissões ainda não são tão aperfeiçoadas como a de outros esportes. Com o tempo e com o conhecimento que vai se adquirindo, até mesmo pelas organizadoras dos eventos, a tendência é que consigam atrair a audiência até das pessoas que não conhecem esses jogos.

O vídeo game agora não é apenas para nerds e pessoas antissociais que não gostam de sair de casa. Jovens e adultos, todos gostam de jogar e assistir. É verdade que ainda é um cenário bem masculino e, sim, existe preconceito em diversos lugares contra as mulheres que jogam. Mas essa é uma barreira que torcemos para ser logo quebrada.

Hoje ainda falta coragem e conhecimento para alguém seguir como gamer. Os pais não acreditam que isso de fato seja uma profissão e não incentivam seus filhos a seguirem. A norma criada pela sociedade de colégio-faculdade-emprego ainda é muito difícil de ser quebrada. Em alguns anos teremos muitos mais jogadores profissionais nos diversos jogos e as premiações em dinheiro gigantescas recebidas nos torneios vão servir cada vez mais de incentivo para quem está começando. Grandes marcas e investidores vão começar a entrar em cena também, criando times competitivos para explorar todo o retorno midiático que existe. O cenário de hoje é completamente diferente de 10 anos atrás e o de 10 anos para frente será completamente diferente do que é hoje.

 

Fabio Ferro é publicitário e pseudo gamer

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