Não é de hoje que o mercado e o interesse por crimes reais existe, mas da onde, exatamente, surgiu essa curiosidade?

Segundo a revista científica da BBC, a ScienceFocus, o interesse da população por casos de crimes reais vem de um instinto humano ancestral. Esse conceito, fundamentado por psicólogos, argumenta que relatos de assassinatos e crimes graves têm acompanhado a história da humanidade desde tempos remotos.

Por essa razão, de acordo também com a BBC, a nossa obsessão por querer sempre descobrir “quem”, “quando”, “porque” ou “o que” é instintivo. Nós como seres humanos queremos sempre descobrir o motivo por trás dos crimes. O que fez com que aquela pessoa cometesse aquele ato e até buscar proteção em cima dessas razões.

E foi exatamente esses temas que foram tratados por Carol Moreira, Mabê Bonafé, Ivan Mizanzuk e Raphael Montes, com Isabella Moore mediando esse bate-papo.

Conhecendo nossos convidados:

Domingo, dia 10 de setembro, o espaço Palavra-Chave na Bienal do Livro do Rio de Janeiro recebeu um painel que lotou de curiosos e entusiastas do famoso true crime

Com nomes de peso, tivemos presente Carol Moreira e Mabê Bonafé, apresentadoras do podcast sobre crimes reais, serial killers e casos sobrenaturais, o Modus Operandi. Também esteve presente Ivan Mizanzuk, professor universitário, escritor, produtor de podcasts e jornalista, que publicou o livro sobre O Caso Evandro. Além desses nomes de peso, tivemos Raphael Montes, escritor e roteirista brasileiro de literatura policial. Raphael já vendeu mais de 125 mil cópias no Brasil e sua obra já foi traduzida para 10 idiomas. É autor de sucessos como Suicidas e Jantar Secreto, além de ser criador e produtor executivo de “Bom Dia, Verônica” na Netflix. O bate-papo foi mediado por Isabella Moore.

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Mabê Bonafé, Ivan Mizanzuk, Raphael Montes, Isabella Moore e Carol Moreira durante o painel sobre true crime/cirmes reais na Bienal

Bate-papo sobre true crime

Durante uma hora de conversa pudemos conhecer um pouco mais sobre como o processo de escrita é realizado, quais são as inspirações (ao se tratar de obras de ficção) e quais os métodos de pesquisa utilizados tanto em crimes reais quanto em romances policiais.

Todos os convidados contaram um pouco para gente de que forma o interesse pelos crimes reais começou e salientou o que foi dito no começo desse post: que esse interesse vem desde muito antigamente, além da necessidade de conseguir algum tipo de proteção. A teoria é de que: se nós temos como evitar, não irá acontecer conosco.

Temas como a falsa necessidade de avisos gatilhos na literatura, o medo da censura e a importância de contar a história da vítima com responsabilidade também foram abordados. Raphael trouxe à tona se existe mesmo essa urgência em sempre ter que avisar o conteúdo de um livro e se isso não pode, futuramente, ser ligado a uma espécie de censura. A questão levantada por ele é: quem decide o que é um gatilho?

Algo importante a ser salientado é que as histórias devem sempre ser contadas com respeito e cuidado, pois na maioria dos casos o ato hediondo acaba refletindo em familiares e pessoas que sofrem mesmo sem ter a ver com o crime em questão. E quem comete crimes age de forma monstruosa, mas não são monstros. Ver criminosos como seres humanos faz com que possamos identificar melhor quando algo errado acontece perto de nós.

Infelizmente a Bienal do Livro já chegou ao fim, mas esperamos ter, no próximo ano, personalidades como a que tivemos na edição do Rio de Janeiro. 

 

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