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Pouco tempo atrás, dois grandes veículos de informação, Folha de S. Paulo e Estadão, publicaram editoriais sobre a responsabilidade da imprensa diante a atual crise do Brasil. Mas esse compromisso da imprensa vai além de transmitir a informação para o outro, muitas das vezes influenciam diretamente na vida pessoa que está sendo noticiada.

No início de junho nos deparamos com a notícia do afastamento do diretor Zack Snyder do filme Liga da Justiça. O modo em que a imprensa lidou na hora de divulgar as informações e como ela foi fria diante dos acontecimentos, levou muitos fãs e leitores que acompanham sites de entretenimento, principalmente, a questionarem o papel da nossa atual mídia.

O próprio Snyder afirmou, em entrevista, que por ele o assunto seria privado, mas ao se lembrar de como a mídia é tendenciosa e criaria ideias sobre a sua decisão, resolveu contar a verdade sobre o suicídio de sua filha, que aconteceu em março. Mesmo assim podíamos ver que a imprensa deu muito mais crédito ao possível fracasso do filme com a saída dele ou “Snyder é substituído por diretor de Os Vingadores”, do que com o fato de que ele dirigiu o filme por mais dois meses depois da tragédia familiar. Isso justamente por medo desse tipo de notícia tendenciosa e que poderia ser pior se ele não fosse honesto na hora de anunciar a saída.

E isso nos faz pensar que imprensa é essa que causa medo nas pessoas e que se alimenta em escandalizar a derrota delas ou invadir o espaço do outro em busca de uma resposta. Hoje sabemos que Zack Snyder resolveu dividir a sua dor familiar pelo receio que tinha do que a imprensa poderia inventar sobre seu trabalho profissional ou, até mesmo, invadir sua privacidade em um momento tão triste a ponto de denegrir a sua carreira.

Em todo caso, todos nós um dia podemos nos tornar um Zack Snyder e podemos ter nossas vidas questionadas, invadidas e difamada. Só imaginar aquele vizinho fofoqueiro que passa o dia inteiro na janela vendo você passar e te analisando de todos os pontos. É exatamente isso que acontece na vida pública, por mais que nós fãs gostamos de saber sobre nossos ídolos, devemos saber também nos colocar no nosso espaço e no momento do artista. A culpa dessa imprensa “invasora de vidas” vem justamente da nossa cede por notícias. Então nós colocamos a imprensa sendo a janela e nós os vizinhos fofoqueiros.

É justamente nesses casos que devemos lembrar que mesmo sendo uma figura pública a pessoa tem uma vida privada, e que as vezes ninguém é obrigado a ficar sabendo do que está acontecendo. Acima de tudo deve-se respeitar a vida do próximo e suas decisões. E será mesmo esse tipo imprensa que queremos como fonte primária das nossas informações? E como jornalistas, será mesmo essa imprensa que queremos trabalhar?

 

Bárbara é jornalista

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