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O que o sol faz com as flores

O que o sol faz com as flores

Murchar. Cair. Enraizar. Crescer. Florescer. Com apenas cinco verbos, os leitores se deitam em um mar cheio de questões particulares. Publicado pela Editora Planeta, “O que o sol faz com as flores” é uma coletânea de poemas arrebatadores sobre crescimento e cura. É o segundo livro da escritora indiana Rupi Kaur, que também lançou “outros jeitos de usar a boca”. Nesta edição, é transmitido a importância da ancestralidade e honrar as raízes. Junto com a expatriação e o amadurecimento até encontrar um lar dentro de você.

 

A autora mantém seu estilo rápido, fluido e intenso para tratar de temáticas diversas. Alguns são compostos por apenas um verso, enquanto outros se estendem por páginas. Sendo assim, tudo aquilo que forma os poemas se torna essencial para interpretá-los, sobretudo nos menores: títulos e desenhos aparecem como partes de um todo. Ainda que a versatilidade de Rupi Kaur permita com que ela aborde questões diversas, seu estilo próprio está presente em cada verso e faz da obra única. O que mais despertou minha atenção foi a sinceridade quase brutal com que a autora se derrama pelas páginas, o que é sentido na fluidez tão presente na leitura. É quase como se os versos fossem escritos de um só fôlego, em um momento de desabafo. Assim, é quase impossível não se identificar com ao menos alguns dos poemas e não sentir a intensidade presente neles.

 

Foi uma experiência emocional bem variada nessa leitura. Se em alguns momentos me senti motivada, abraçada ou confortada, em outros o impacto foi tão brutal quanto um soco. Há poemas que retratam abusos, outros que representam realidades cruéis; mesmo os que tratam de desilusões amorosas, funcionam como pancadas. Mais uma vez, é a sinceridade de Rupi que faz da leitura tão visceral.

 

Mesmo com textos mais longos, a objetividade é bastante presente. A autora é capaz de expressar em poucas palavras, sentimentos que precisariam de páginas e mais páginas para serem explicados. Ela vai direto ao ponto de forma objetiva, forte e impactante, o que fez com que seus poemas fossem tão bem aceitos e se tornassem tão populares desde “Outros jeitos de usar a boca”. Com uma linguagem simples, Rupi se faz clara e precisa quase de forma brutal. Sem muitas delongas ou amarras, ela diz o que tem para dizer e não pede desculpas por isso.

 

“O que o sol faz com as flores” é um livro bem mais crítico e político. Nesse segundo lançamento, Rupi aborda assuntos como imigração, refúgio, infanticídio feminino de um jeito forte, apesar de curto e breve, característica marcante dos poemas. Eles continuam extremamente impactantes e necessários. A escritora consegue sair do senso comum de uma maneira única, com feminilidade e força.

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